Barcelona, enfim, Campió del Món

19/12/2009

FC BarcelonaA vitória apertada de 2 a 1 sobre o Estudiantes de La Plata, deu ao FC Barcelona o único título importante que faltava em sua imensa galeria de troféus: o de campeão do mundo. O clube catalão já havia perdido o título em duas oportunidades. Campeão da Champions League pela primeira vez na temporada 1991/1992, enfrentou o campeão da Libertadores daquele mesmo 1992, o São Paulo, na decisão da então Copa Europeia/Sulamericana, ou Toyota Cup, o que todos conhecemos como Mundial Interclubes. O Barcelona abriu cedo o placar do Estádio Nacional de Tóquio com o craque búlgaro Hristo Stoichkov aos 12 minutos. Porém Raí empatou aos 27 do primeiro tempo e virou aos 33 do segundo tempo, com um belo gol de falta. Aquele time do Barcelona, além de Stoichkov tinha outros bons jogadores como o dinamarquês Michael Laudrup, o zagueiro holandês Ronald Koeman, o goleiro espanhol Zubizarreta, além do atual técnico do time, Josep Guardiola.

Em 2006 já estava em disputa a Copa de Mundo de Clubes da FIFA, contanto com os campeões dos outros continentes além de Europa e América do Sul. Essa edição foi também disputada no Japão e o Barcelona já entrou na fase semifinal, onde humilhou o América do México, campeão da CONCACAF por 4 a 0, gols de Guðjohnsen, Rafa Márquez, Ronaldinho Gaúcho e Deco. Na final, no Estádio Internacional de Yokohama, enfrentou mais uma vez um clube brasileiro, o Internacional. O Barcelona pressionou o time gaúcho durante todo o jogo, mas sem sucesso. Até que numa bola lançada aos 37 do segundo tempo, o criticado Adriano Gabiru faz o gol que dá o título para o Colorado. O Barcelona era novamente vicecampeão mundial.

Esse ano a história pareceu que iria se repetir. O torneio foi disputado pela primeira vez na cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Na semifinal novamente um adversário mexicano para o Barça, dessa vez o Atlante, de Cancún. O campeão da CONCACAF até abriu o placar aos 5 minutos do primeiro tempo, mas o clube catalão conseguiu a virada para 3 a 1 e mais uma chance para ser campeão mundial. Dessa vez, porém, o adversário não seria brasileiro, mas sim argentino. O Estudiantes de La Plata até tentou apelar para a superstição, entrandono Zayed Sports City de uniforme todo branco (o São Paulo e o Inter haviam vencido o Barcelona também vestidos de branco). Mesmo com a pressão do clube espanhol, o Estudiantes abriu o placar com Boselli aos 37 do primeiro tempo. O gol fez os argentinos recuarem ainda mais, mas o Barcelona não fazia o gol. O jovem Pedro, que entrou no intervalo finalmente empatou a partida aos 44 do segundo tempo, levando a decisão para a prorrogação. Um cansado Estudiantes não suportou mais a pressão do Barcelona que virou a partida aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, com gol do argentino Lionel Messi, após cruzamento de Daniel Alves.

O Barcelona era campeão de tudo. Nesse ano de 2009, venceu a Tríplice Coroa: campeão espanhol, campeão da Copa do Rei (a Copa da Espanha) e campeão da UEFA Champions League (o campeonato europeu). Além disso, venceu a Supercopa Espanhola e a Supercopa da Europa. A Copa do Mundo de Clubes é o sexto título oficial do Barça no ano, algo talvez nunca atingido por nenhum clube. O atacante Pedro também conseguiu um feito inédito, sendo o primeiro jogador na história a marcar gols em seis competições diferentes no mesmo ano.

Este título foi também o quinto mundial de um clube espanhol. O Real Madrid foi campeão em 1960, 1998 e 2002 e o Atlético de Madrid campeão em 1974. O Estudiantes permanece com seu único título mundial em 1968.

Um detalhe: o Barcelona jogou a partida com seu uniforme reserva, cor “salmão”. Porém, para a cerimônia de premiação, todos os jogadores vestiram a camisa tradicional do clube, azul e grená. Algo louvável e que deveria ser repetido por todos os outros clubes campeões, que muitas vezes na hora de levantar um troféu, algo histórico, estão vestidos com camisas comemorativas ou outras quaisquer, exceto a verdadeira camisa do time.

Anúncios

Supercopa do Brasil

28/11/2009

Como é comum em grandes países europeus, para marcar o início da temporada de futebol, há um confrontamento entre os campeões do campeonato e da copa nacionais da temporada anterior. É a chamada Super Copa. Exemplo: na Supercopa de España enfrentam-se o campeão espanhol e o campeão da Copa do Rei, em partidas de ida e volta. Na Supercoppa Italiana enfrentam-se os campeões italiano e da Copa da Itália, em partida única. Nesse ano, inclusive, a partida entre Lazio (Copa) e Inter (Campeonato) aconteceu no “Ninho de Pássaro”, o Estádio Olímpico de Pequim.

Mas as supercopas não ficam restritas a países. Na própria Europa, acontece a Supercopa Europeia, onde o campeão da UEFA Champions League enfrenta o campeão da UEFA Europa League (a ex-Copa da UEFA), também em partida única. Na Conmebol, todo meio de temporada há a Recopa Sulamericana, onde o campeão da Copa Libertadores enfrenta o campeão da Copa Sulamericana. Antes da Copa Sulamericana, o campeão da Libertadores enfrentava o campeão da Supercopa Sulamericana, entre 1989 e 1998 (competição que reunia os campeões da Libertadores de todos os tempos).

Tudo isso para falar que no Brasil também já aconteceu uma Supercopa Brasileira. Aconteceram duas edições oficiais e uma não-oficial. Em 1990, Grêmio (campeão da Copa do Brasil de 1989) e Vasco (campeão brasileiro de 1989) se confrontaram pelo título. Naquela época, a Libertadores só mandava dois clubes de cada país, no caso brasileiro, o campeão do campeonato e da copa. E ambos sempre caíam no mesmo grupo do maior torneio sulamericano. Ou seja, os campeões obrigatoriamente se enfrentariam. E assim aconteceu. Em partidas válidas pela primeira fase da Libertadores 1990, Vasco e Grêmio se enfrentaram. Na primeira partída, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Grêmio venceu por 2 a 0, com gols de Nilton e Darci. No segundo jogo, no estádio de São Januário, no Rio, a partida terminou 0 a 0, dando o título para o clube gaúcho. Mas ao final do jogo, os gremistas comemoraram e ficaram esperando a taça da CBF, que não foi entregue até hoje.

Em janeiro de 1991, aconteceu a segunda edição da Supercopa. Flamengo (campeão da Copa do Brasil de 1990) e Corinthians (campeão brasileiro de 1990) se enfrentaram em partida única. O jogo foi disputado no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e os corinthianos venceram por 1 a 0, gol de Neto. Dessa vez, houve entrega de taça.

Em agosto de 1992 houve uma terceira Supercopa, dessa vez não-oficial. Foi chamada de Taça Brahma dos Campeões e nela jogaram o Flamengo (campeão brasileiro do próprio ano de 1992) e o Paraná (campeão da segunda divisão do mesmo ano). A partida terminou em 2 a 2 e o Flamengo venceu nos pênaltis por 4 a 3. Também houve entrega de taça.

A partir daí, nunca mais houve Supercopa do Brasil. Sendo assim resolvi fazer uma simulação dos confrontos que aconteceriam.

1992: Confrontos pela primeira fase da Libertadores 1992:
Criciúma 3×0 São Paulo
São Paulo 4×0 Criciúma
São Paulo campeão

1993: Primeira fase da Libertadores 1993
Internacional 0x0 Flamengo
Flamengo 3×1 Internacional
Flamengo campeão

1994: Primeira fase da Libertadores 1994
Palmeiras 2×0 Cruzeiro
Cruzeiro 2×1 Palmeiras
Palmeiras campeão

1995: Primeira fase da Libertadores 1995
Palmeiras 3×2 Grêmio
Grêmio 0x0 Palmeiras
Palmeiras campeão

1996: Primeira fase da Libertadores 1996
Corinthians 3×0 Botafogo
Botafogo 1×1 Corinthians
Corinthians campeão

1997: Primeira fase da Libertadores 1997
Cruzeiro 1×2 Grêmio
Grêmio 0x1 Cruzeiro
Nessa simulação, o Grêmio seria campeão pelo critério de gols marcados fora de casa.
1997: Quartas de final da Libertadores 1997
Cruzeiro 2×0 Grêmio
Grêmio 2×1 Cruzeiro
Aqui o Cruzeiro seria campeão pelo saldo de gols.

1998: Primeira fase da Libertadores 1998
Grêmio 1×0 Vasco
Vasco 3×0 Grêmio
Vasco campeão

1999: Primeira fase da Libertadores 1999
Palmeiras 1×0 Corinthians
Corinthians 2×1 Palmeiras
Nessa simulação, o Palmeiras seria campeão pelo critério de gols marcados sem o mando. Mas os dois jogos aconteceram no Morumbi, teoricamente estádio neutro, então fica a dúvida.
1999: Quartas de final da Libertadores 1999
Palmeiras 2×0 Corinthians
Corinthians 2×0 Palmeiras (Corinthians 2×4 Palmeiras nos pênaltis)
Nessa simulação, o Palmeiras seria campeão nos pênaltis.

A partir do ano 2000, o Brasil ganhou mais vagas na Libertadores, então os campeões da Copa e do campeonato não caíram no mesmo grupo.

2000: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2000 – Turno único
Corinthians 1×2 Juventude
Juventude campeão

2001: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2001 – Turno único
Vasco 3×0 Cruzeiro
Vasco campeão

2002: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2002 – Turno único
Grêmio 2×1 Atlético-PR
Grêmio campeão

2003: Campeonato Brasileiro de 2003, dois turnos
Corinthians 1×1 Santos
Santos 3×1 Corinthians
Santos campeão

2004:
Cruzeiro campeão, pois ganhou a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro em 2003.

2005: Primeira fase do Campeonato Paulista de 2005 – Turno único
Santo André 3×2 Santos
Santo André campeão

2006: Primeira fase do Campeonato Paulista de 2006 – Turno único
Corinthians 2×2 Paulista
Necessitaria de uma disputa de pênaltis

2007: Campeonato Brasileiro de 2007, dois turnos
São Paulo 0x0 Flamengo
Flamengo 1×0 São Paulo
Flamengo campeão

2008: Campeonato Brasileiro de 2008, dois turnos
Fluminense 3×1 São Paulo
São Paulo 1×1 Fluminense
Fluminense campeão

2009: Campeonato Brasileiro de 2009, dois turnos
Sport 1×2 São Paulo
A segunda partida será no próximo dia 6/12, pela última rodada. O São Paulo será campeão de dois torneios em um jogo só ou sequer disputará a Supercopa novamente no ano que vem, ficando mais um ano na fila?

Atualizado: São Paulo 4×0 Sport – São Paulo campeão