Copa Bimbo 2010

20/01/2010

Troféu da Copa Bimbo Entre os dias 15 e 18 de janeiro foi realizada a segunda edição da Copa Bimbo, que ficou conhecida no Brasil como Torneio Verão. A competição novamente foi realizada em sua totalidade no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai. Novamente teve a presença dos dois principais clubes da capital uruguaia, Nacional e Peñarol. Mas dessa vez ao invés de Cruzeiro e Atlético Mineiro, foram convidados o Danúbio, também de Montevidéu, além do Nacional do Paraguai.

Na primeira fase, assim como no ano passado, o Nacional do Uruguai venceu o rival Peñarol, dessa vez por 6 a 5 nos pênaltis, após um empate em 0 a 0 no tempo normal. Na outra semifinal o Danubio goleou o Nacional do Paraguai por 5 a 2.

Na disputa pelo terceiro lugar Peñarol e Nacional do Paraguai empataram por 2 a 2 no tempo normal e os visitantes venceram por 3 a 1 nos pênaltis. Na final, houve embate entre o Nacional do Uruguai e o Danubio. O Danubio abriu o placar aos 33 do segundo tempo, gol de Diego Perrone. Mas aos 46 do segundo tempo o Nacional conseguiu o empate, com gol de Sergio Blanco. Mas dessa vez o Nacional, que perdeu a final do ano passado para o Cruzeiro, teve melhor sorte e venceu por 3 a 1 nos pênaltis, ficando com o segundo título da Copa Bimbo.

Os dois “Nacionais” vão disputar a Copa Libertadores 2010. O do Paraguai está no grupo 2, junto com São Paulo, Once Caldas e Monterrey. O do Uruguai no grupo 6, junto com Banfield, Deportivo Cuenca e Morelia.


Cruzeiro 89 anos

02/01/2010

Há exatos 89 anos, em 2 de janeiro de 1921, uma reunião num prédio na Rua dos Caetés, no centro de Belo Horizonte, com cerca de cem desportistas de origem italiana fundava a Societá Sportiva Palestra Itália. Era o início daquele que se tornaria um dos nove principais clubes de futebol do Brasil, reconhecido internacionalmente, o Cruzeiro Esporte Clube. A ideia havia surgido em 1916, quando foi formado um combinado de jogadores de origem italiana em Belo Horizonte para a disputa de amistosos. Muitos dos jogadores eram vinculados ao Yale Athletic Club, o primeiro clube com jogadores ítalo-brasileiros na capital mineira. Daí a confusão ao dizer que o Yale deu origem ao Palestra. 13 jogadores saídos do Yale formaram o primeiro plantel do Palestra em 1921, que também contou com jogadores vindos do Atlético, Guarany e Ipanema. Os jogadores do Palestra eram em sua maioria também operários, moradores das regiões externas à Avenida do Contorno, na época o subúrbio da cidade. O primeiro estatuto do clube foi solicitado por correio ao Palestra de São Paulo, atual Palmeiras, e aprovado por unanimidade, excluindo-se apenas o item que exigia participação exclusiva do pessoas com origem italiana, o que fez o Palestra mineiro aumentar sua popularidade rapidamente.

A primeira partida do clube aconteceu em 3 de abril de 1921, contra um combinado entre o Villa Nova e o Palmeiras, ambos de Nova Lima. A partida no estádio do Prado Mineiro (atual sede do Batalhão da Polícia Militar de MG, no bairro Prado) terminou 2 a 0 para os palestrinos. Duas semanas depois, em 17 de abril, o primeiro clássico contra o Atlético. Nova vitória do Palestra, dessa vez por 3 a 0, também no estádio do Prado. O primeiro título veio em 1927, mas era referente ao Campeonato da Cidade de 1926, após a vitória de 10 a 1 sobre o Grêmio, de Belo Horizonte.

Em agosto de 1942 um decreto federal exigiu a extinção de todos aqueles itens que faziam referência aos países inimigos do Brasil na Segunda Guerra Mundial, entre eles a Itália. Dessa forma, em 2 de outubro, foi anunciado que o Palestra mineiro passaria a se chamar Ypiranga, em homenagem à independência do Brasil. Em 4 de outubro o clube disputou uma partida contra o Atlético, perdendo por 2 a 1, mas com o nome oficial ainda Palestra Itália. Na assembleia do dia 7 de outubro, foi sugerido o nome de Cruzeiro Esporte Clube e a adoção das cores azul e branco.

O Cruzeiro crescia rapidamente e aos poucos deixava de ser a terceira força do futebol mineiro para se tornar a primeira. A década de 1960 foi um marco na história do Cruzeiro e representou uma época de grandes feitos e conquistas de um time, que recebeu o nome de academia. A equipe de  Raul, Zé Carlos, Piazza, Natal, Tostão entre outros, conquistou o Brasil com duas vitórias sobre o Santos. Na decisão, duas vitórias memoráveis sobre o time de Pelé – 6 x 2, em 30 de novembro, no Mineirão, e 3 x 2, no dia 7 de dezembro, no Pacaembu.

Já na década de 1970, a segunda academia do Cruzeiro ficou marcada pelo título da Copa Libertadores. O adversário da final foi o River Plate, da Argentina. No primeiro confronto, em 21 de julho, o Cruzeiro aplicou 4 x 1, em Belo Horizonte. No segundo, no dia 28 do mesmo mês, perdeu de 2 x 1, em Buenos Aires. Mas dois dias depois, no tira-teima decisivo, em Santiago, no Chile, a equipe estrelada ganhou por 3 x 2 e levantou o troféu da competição.

Após um período difícil na década de 1980, sem grandes conquistas, a torcida azul voltou a sorrir em 1991, quando time celeste venceu a Supercopa, novamente levando a melhor sobre o River Plate. No ano seguinte, o torneio ficou mais uma vez nas mãos cruzeirenses, batendo outro clube argentino, o Racing.

Em 1997, veio o bicampeonato da Copa Libertadores. Na partida de ida da decisão, houve empate sem gols com o Spoting Cristal, do Peru, em 6 de agosto. Dali sete dias, no Mineirão, o Cruzeiro bateu o adversário por 1 x 0, dando início a mais uma belíssima festa da china azul.

O time estrelado tornou-se o maior vencedor da Copa do Brasil. Ao lado do Grêmio, detêm quatro conquistas da competição, vencendo as edições de 1993, 1996, 2000 e 2003. Neste último ano, inclusive, a equipe mineira conseguiu ainda os campeonatos Mineiro e Brasileiro, ganhando a denominação de campeão da Tríplice Coroa.

Para 2010, o Cruzeiro buscará o tricampeonato da Copa Santander Libertadores, um feito que quase conseguiu no ano passado. Para isso, o Clube aposta na manutenção da base e no terceiro ano seguido do técnico Adilson Batista à frente do bicampeão Mineiro.

Cruzeiro

Fontes: site oficial do Cruzeiro e Almanaque do Cruzeiro


Barcelona, enfim, Campió del Món

19/12/2009

FC BarcelonaA vitória apertada de 2 a 1 sobre o Estudiantes de La Plata, deu ao FC Barcelona o único título importante que faltava em sua imensa galeria de troféus: o de campeão do mundo. O clube catalão já havia perdido o título em duas oportunidades. Campeão da Champions League pela primeira vez na temporada 1991/1992, enfrentou o campeão da Libertadores daquele mesmo 1992, o São Paulo, na decisão da então Copa Europeia/Sulamericana, ou Toyota Cup, o que todos conhecemos como Mundial Interclubes. O Barcelona abriu cedo o placar do Estádio Nacional de Tóquio com o craque búlgaro Hristo Stoichkov aos 12 minutos. Porém Raí empatou aos 27 do primeiro tempo e virou aos 33 do segundo tempo, com um belo gol de falta. Aquele time do Barcelona, além de Stoichkov tinha outros bons jogadores como o dinamarquês Michael Laudrup, o zagueiro holandês Ronald Koeman, o goleiro espanhol Zubizarreta, além do atual técnico do time, Josep Guardiola.

Em 2006 já estava em disputa a Copa de Mundo de Clubes da FIFA, contanto com os campeões dos outros continentes além de Europa e América do Sul. Essa edição foi também disputada no Japão e o Barcelona já entrou na fase semifinal, onde humilhou o América do México, campeão da CONCACAF por 4 a 0, gols de Guðjohnsen, Rafa Márquez, Ronaldinho Gaúcho e Deco. Na final, no Estádio Internacional de Yokohama, enfrentou mais uma vez um clube brasileiro, o Internacional. O Barcelona pressionou o time gaúcho durante todo o jogo, mas sem sucesso. Até que numa bola lançada aos 37 do segundo tempo, o criticado Adriano Gabiru faz o gol que dá o título para o Colorado. O Barcelona era novamente vicecampeão mundial.

Esse ano a história pareceu que iria se repetir. O torneio foi disputado pela primeira vez na cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Na semifinal novamente um adversário mexicano para o Barça, dessa vez o Atlante, de Cancún. O campeão da CONCACAF até abriu o placar aos 5 minutos do primeiro tempo, mas o clube catalão conseguiu a virada para 3 a 1 e mais uma chance para ser campeão mundial. Dessa vez, porém, o adversário não seria brasileiro, mas sim argentino. O Estudiantes de La Plata até tentou apelar para a superstição, entrandono Zayed Sports City de uniforme todo branco (o São Paulo e o Inter haviam vencido o Barcelona também vestidos de branco). Mesmo com a pressão do clube espanhol, o Estudiantes abriu o placar com Boselli aos 37 do primeiro tempo. O gol fez os argentinos recuarem ainda mais, mas o Barcelona não fazia o gol. O jovem Pedro, que entrou no intervalo finalmente empatou a partida aos 44 do segundo tempo, levando a decisão para a prorrogação. Um cansado Estudiantes não suportou mais a pressão do Barcelona que virou a partida aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, com gol do argentino Lionel Messi, após cruzamento de Daniel Alves.

O Barcelona era campeão de tudo. Nesse ano de 2009, venceu a Tríplice Coroa: campeão espanhol, campeão da Copa do Rei (a Copa da Espanha) e campeão da UEFA Champions League (o campeonato europeu). Além disso, venceu a Supercopa Espanhola e a Supercopa da Europa. A Copa do Mundo de Clubes é o sexto título oficial do Barça no ano, algo talvez nunca atingido por nenhum clube. O atacante Pedro também conseguiu um feito inédito, sendo o primeiro jogador na história a marcar gols em seis competições diferentes no mesmo ano.

Este título foi também o quinto mundial de um clube espanhol. O Real Madrid foi campeão em 1960, 1998 e 2002 e o Atlético de Madrid campeão em 1974. O Estudiantes permanece com seu único título mundial em 1968.

Um detalhe: o Barcelona jogou a partida com seu uniforme reserva, cor “salmão”. Porém, para a cerimônia de premiação, todos os jogadores vestiram a camisa tradicional do clube, azul e grená. Algo louvável e que deveria ser repetido por todos os outros clubes campeões, que muitas vezes na hora de levantar um troféu, algo histórico, estão vestidos com camisas comemorativas ou outras quaisquer, exceto a verdadeira camisa do time.


Brasileiros na Libertadores 2010

08/12/2009

Terminado o Campeonato Brasileiro, finalmente foram conhecidos os representantes brasileiros na 51ª Copa Libertadores.

CorinthiansO Corinthians já estava classificado, por ter sido campeão da Copa do Brasil em 2009. A última participação do alvinegro tinha sido na Libertadores 2006, quando foi eliminado nas oitavas de final pelo River Plate. Essa será a oitava participação do clube; as outras foram em 1977, 1991, 1996, 1999, 2000, 2003 e 2006. A melhor colocação foi um terceiro lugar, em 2000, quando foi desclassificado pelo rival Palmeiras nas semifinais.

FlamengoO Flamengo sagrou-se campeão brasileiro e se classificou para a sua décima Libertadores. As outras foram em 1981, 1982, 1983, 1984, 1991, 1993, 2002, 2007 e 2008. O Flamengo foi campeão da Libertadores no ano de 1981, sua primeira participação, vencendo o Cobreloa, do Chile, na final.

Internacional O Internacional ficou com o vicecampeonato brasileiro em 2009, mas também garantiu vaga na Libertadores. Será a oitava participação; as outras foram em 1976, 1977, 1980, 1989, 1993, 2006 e 2007. O clube gaúcho foi campeão no ano de 2006, ao vencer o São Paulo na final. O Inter também foi vicecampeão no ano de 1980, perdendo a final para o Nacional, do Uruguai.

São PauloSão Paulo a sua 15ª participação em Libertadores, o maior número entre clubes brasileiros, ultrapassando o Palmeiras, que tem 14. Será também a 7ª participação consecutiva, algo que outro clube brasileiro também nunca conseguiu (desde 2004 o tricolor vem jogando a competição). O clube tem três títulos da Libertadores, sendo o maior campeão entre os brasileiros. Em 1992 venceu o Newell’s Old Boys, da Argentina; em 1993 venceu a Universidad Católica, do Chile; e em 2005 venceu o Atlético Paranaense, do Brasil. Já em 1974 foi derrotado pelo Independiente, da Argentina; em 1994 pelo Vélez Sarsfield, da Argentina; e em 2006 pelo  Internacional.

CruzeiroO último representante brasileiro na Libertadores 2010 é o Cruzeiro, graças ao quarto lugar no Brasileirão. Com isso, o clube mineiro disputará uma vaga na fase de grupos da competição contra o Real Potosí, da Bolívia. Será a 12ª participação cruzeirense na competição; as outras foram em 1967, 1975, 1976, 1977, 1994, 1997, 1998, 2001, 2004, 2008 e 2009. Será assim, pela segunda vez, a terceira participação consecutiva. O Cruzeiro venceu a competição em duas oportunidades: 1976, ao bater o River Plate, da Argentina, e em 1997, vencendo o Sporting Cristal, do Peru. Porém perdeu duas finais, em 1977, para o Boca Juniors, da Argentina e a última, em 2009, para o Estudiantes de La Plata, também da Argentina.

Lembrando que nesta edição da Libertadores, clubes carrascos dos brasileiros nos últimos anos, como Boca Juniors, River Plate (ambos da Argentina) e LDU (do Equador), não estarão presentes, pois não conseguiram classificação.


Supercopa do Brasil

28/11/2009

Como é comum em grandes países europeus, para marcar o início da temporada de futebol, há um confrontamento entre os campeões do campeonato e da copa nacionais da temporada anterior. É a chamada Super Copa. Exemplo: na Supercopa de España enfrentam-se o campeão espanhol e o campeão da Copa do Rei, em partidas de ida e volta. Na Supercoppa Italiana enfrentam-se os campeões italiano e da Copa da Itália, em partida única. Nesse ano, inclusive, a partida entre Lazio (Copa) e Inter (Campeonato) aconteceu no “Ninho de Pássaro”, o Estádio Olímpico de Pequim.

Mas as supercopas não ficam restritas a países. Na própria Europa, acontece a Supercopa Europeia, onde o campeão da UEFA Champions League enfrenta o campeão da UEFA Europa League (a ex-Copa da UEFA), também em partida única. Na Conmebol, todo meio de temporada há a Recopa Sulamericana, onde o campeão da Copa Libertadores enfrenta o campeão da Copa Sulamericana. Antes da Copa Sulamericana, o campeão da Libertadores enfrentava o campeão da Supercopa Sulamericana, entre 1989 e 1998 (competição que reunia os campeões da Libertadores de todos os tempos).

Tudo isso para falar que no Brasil também já aconteceu uma Supercopa Brasileira. Aconteceram duas edições oficiais e uma não-oficial. Em 1990, Grêmio (campeão da Copa do Brasil de 1989) e Vasco (campeão brasileiro de 1989) se confrontaram pelo título. Naquela época, a Libertadores só mandava dois clubes de cada país, no caso brasileiro, o campeão do campeonato e da copa. E ambos sempre caíam no mesmo grupo do maior torneio sulamericano. Ou seja, os campeões obrigatoriamente se enfrentariam. E assim aconteceu. Em partidas válidas pela primeira fase da Libertadores 1990, Vasco e Grêmio se enfrentaram. Na primeira partída, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Grêmio venceu por 2 a 0, com gols de Nilton e Darci. No segundo jogo, no estádio de São Januário, no Rio, a partida terminou 0 a 0, dando o título para o clube gaúcho. Mas ao final do jogo, os gremistas comemoraram e ficaram esperando a taça da CBF, que não foi entregue até hoje.

Em janeiro de 1991, aconteceu a segunda edição da Supercopa. Flamengo (campeão da Copa do Brasil de 1990) e Corinthians (campeão brasileiro de 1990) se enfrentaram em partida única. O jogo foi disputado no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e os corinthianos venceram por 1 a 0, gol de Neto. Dessa vez, houve entrega de taça.

Em agosto de 1992 houve uma terceira Supercopa, dessa vez não-oficial. Foi chamada de Taça Brahma dos Campeões e nela jogaram o Flamengo (campeão brasileiro do próprio ano de 1992) e o Paraná (campeão da segunda divisão do mesmo ano). A partida terminou em 2 a 2 e o Flamengo venceu nos pênaltis por 4 a 3. Também houve entrega de taça.

A partir daí, nunca mais houve Supercopa do Brasil. Sendo assim resolvi fazer uma simulação dos confrontos que aconteceriam.

1992: Confrontos pela primeira fase da Libertadores 1992:
Criciúma 3×0 São Paulo
São Paulo 4×0 Criciúma
São Paulo campeão

1993: Primeira fase da Libertadores 1993
Internacional 0x0 Flamengo
Flamengo 3×1 Internacional
Flamengo campeão

1994: Primeira fase da Libertadores 1994
Palmeiras 2×0 Cruzeiro
Cruzeiro 2×1 Palmeiras
Palmeiras campeão

1995: Primeira fase da Libertadores 1995
Palmeiras 3×2 Grêmio
Grêmio 0x0 Palmeiras
Palmeiras campeão

1996: Primeira fase da Libertadores 1996
Corinthians 3×0 Botafogo
Botafogo 1×1 Corinthians
Corinthians campeão

1997: Primeira fase da Libertadores 1997
Cruzeiro 1×2 Grêmio
Grêmio 0x1 Cruzeiro
Nessa simulação, o Grêmio seria campeão pelo critério de gols marcados fora de casa.
1997: Quartas de final da Libertadores 1997
Cruzeiro 2×0 Grêmio
Grêmio 2×1 Cruzeiro
Aqui o Cruzeiro seria campeão pelo saldo de gols.

1998: Primeira fase da Libertadores 1998
Grêmio 1×0 Vasco
Vasco 3×0 Grêmio
Vasco campeão

1999: Primeira fase da Libertadores 1999
Palmeiras 1×0 Corinthians
Corinthians 2×1 Palmeiras
Nessa simulação, o Palmeiras seria campeão pelo critério de gols marcados sem o mando. Mas os dois jogos aconteceram no Morumbi, teoricamente estádio neutro, então fica a dúvida.
1999: Quartas de final da Libertadores 1999
Palmeiras 2×0 Corinthians
Corinthians 2×0 Palmeiras (Corinthians 2×4 Palmeiras nos pênaltis)
Nessa simulação, o Palmeiras seria campeão nos pênaltis.

A partir do ano 2000, o Brasil ganhou mais vagas na Libertadores, então os campeões da Copa e do campeonato não caíram no mesmo grupo.

2000: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2000 – Turno único
Corinthians 1×2 Juventude
Juventude campeão

2001: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2001 – Turno único
Vasco 3×0 Cruzeiro
Vasco campeão

2002: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2002 – Turno único
Grêmio 2×1 Atlético-PR
Grêmio campeão

2003: Campeonato Brasileiro de 2003, dois turnos
Corinthians 1×1 Santos
Santos 3×1 Corinthians
Santos campeão

2004:
Cruzeiro campeão, pois ganhou a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro em 2003.

2005: Primeira fase do Campeonato Paulista de 2005 – Turno único
Santo André 3×2 Santos
Santo André campeão

2006: Primeira fase do Campeonato Paulista de 2006 – Turno único
Corinthians 2×2 Paulista
Necessitaria de uma disputa de pênaltis

2007: Campeonato Brasileiro de 2007, dois turnos
São Paulo 0x0 Flamengo
Flamengo 1×0 São Paulo
Flamengo campeão

2008: Campeonato Brasileiro de 2008, dois turnos
Fluminense 3×1 São Paulo
São Paulo 1×1 Fluminense
Fluminense campeão

2009: Campeonato Brasileiro de 2009, dois turnos
Sport 1×2 São Paulo
A segunda partida será no próximo dia 6/12, pela última rodada. O São Paulo será campeão de dois torneios em um jogo só ou sequer disputará a Supercopa novamente no ano que vem, ficando mais um ano na fila?

Atualizado: São Paulo 4×0 Sport – São Paulo campeão


Centenário do Coritiba

12/10/2009

Coritiba Foot Ball Club No dia 12 de outubro de 1909, há exatos 100 anos, era fundado aquele que se tornaria um dos grandes clubes do futebol brasileiro, o Coritiba Foot Ball Club.

O clube foi fundado como Corytibano, a forma como eram chamados aqueles que nasciam em Corytiba (grafia da época). Em abril de 1910, o clube mudou o nome para Corytiba. Dois anos mais tarde, a cidade mudou sua grafia para Curytiba, mas o clube preferiu não acompanhar a alteração. O “y” da cidade e do clube só caiu em 1915.

O primeiro jogo do clube aconteceu em 16 de junho de 1910, quando venceu o Ponta Grossa por 5 a 3.

O Coritiba manda seus jogos no estádio Couto Pereira, uma homenagem ao major cearense Major Antônio Couto Pereira, presidente do clube em 1926, 1927 e de 1930 a 1933. Foi ele quem começou a construção do estádio, inaugurado em 1932. Esse nome só foi oficializado em 1977, após o falecimento do homenageado. Até essa data o estádio se chamava Belfort Duarte, e ainda é conhecido também como Alto da Glória, o bairro onde está situado.

camisa_coritiba_2009 Como não admitia jogadores negros no time, o Coritiba era hostilizado pelos rivais. Em 1939, o atleticano Jofre Cabral xingou o beque Breyer Hanz Egon de “coxa-branca”. O termo ficou marcado e, anos depois, foi bem aceito pelo Coritiba.

O ex-goleiro Jairo é o jogador que mais jogou no Coxa (408 jogos oficiais e 32 amistosos). Com Jairo no gol o time foi hexacampeão (o goleiro foi titular nas conquistas de 1972/73/74/75/76) e, na década de 1980, quando Jairo voltou ao clube, levantou a taça de Campeão Brasileiro de 1985, como reserva.

O clube foi campeão paranaense pela primeira vez em 1916 mas só voltou a conquistá-lo em 1927. Em 1940 o clube foi convidado para inaugurar o estádio do Pacaembu, em São Paulo. Zequinha, jogador do clube, fez o primeiro gol no estádio, mas o Coxa perdeu por 6 a 2 para o Palestra Itália (atual Palmeiras). Em 1942 o Coritiba conquista seu primeiro bicampeonato estadual, e em 1947 e 1952 mais dois bicampeonatos. Em 1954 campeão e em 1956/57 bicampeão. Em 1959/60 o quinto bicampeonato. Em 1968 é campeão novamente, ao vencer o Atlético dos campeões mundiais Bellini e Djalma Santos. Em 1973 o Coritiba sagra-se campeão do Torneio do Povo, que reuniu Flamengo, Corinthians, Internacional e Atlético Mineiro.

Entre 1971 e 1976 o Coritiba se torna hexacampeão paranaense, igualando o feito do Britânia entre 1918 e 1923. No Brasileiro de 1979 o clube alcança sua melhor colocação até então, perdendo as semifinais para o Vasco. Em 1980 repete o feito, dessa vez derrotado pelo Flamengo.

Coritiba Campeão Brasileiro de 1985

Marco Aurélio levanta o troféu da Taça de Ouro (Campeonato Brasileiro)

Em 1985 aquele que foi o maior título do clube até hoje, a Taça de Ouro, como era chamado o Campeonato Brasileiro. Na primeira fase, em um grupo de 10 clubes, o Coxa terminou apenas na 7ª colocação com 5 vitórias em 20 jogos. Mas o regulamento previa que o campeão do turno e do returno se classificavam para a próxima fase, além dois dois clubes com mais pontos na soma dos dois turnos. O Coritiba ficou em 1º no returno do grupo e se classificou para a segunda fase. Na segunda fase, caiu num grupo com Sport, Joinville e Corinthians, terminando em 1º e classificando-se para as semifinais da competição. Na semifinal, venceu o Atlético Mineiro em casa por 1 a 0 e empatou fora por 0 a 0, sendo o primeiro clube paranaense a disputar a final do campeonato. A final deste ano foi disputada em apenas um jogo, e como o Bangu teve melhor campanha que o Coxa, a partida foi disputada no Maracanã. A partida terminou 1 a 1 no tempo normal. A prorrogação ficou em 0 a 0 e a decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, Índio, Marco Aurélio (que hoje é técnico), Édson, Lela, Vavá e Gomes marcaram para o Coritiba. Gilson Gênio, Pingo, Baby, Mário Marques e Marinho fizeram para o Bangu. Porém, na última cobraçna, o alvirrubro Ado desperdiçou e assim o Coritiba foi campeão brasileiro de 1985.

Com o título, no ano seguinte disputou a Taça Libertadores. Na primeira fase, terminou em primeiro num grupo com Bangu, e os equatorianos Deportivo Quito e Barcelona de Guayaquil. Porém, na segunda fase deu azar e caiu num grupo com Argentinos Juniors (atual campeão) e River Plate, ficando em 3º e sendo eliminado.

Em 1989, apesar do título estadual, o Coritiba foi rebaixado no campeonato brasileiro. O Coritiba queria disputar seu jogo decisivo, na última rodada, no mesmo horário que seu adversário direto. A CBF já havia dado essa permissão ao Vasco, mas não deu aos paranaenses. O clube resolveu então protestar e deixou o Santos esperando em campo, na partida que estava marcada para a cidade de Juiz de Fora. O STJD suspendeu o Coritiba das competições nacionais por um ano, além de rebaixá-lo para a segunda divisão.

Coxa 100 anos O Coxa só conseguiria retornar para a primeira divisão em 1996, após ser vice-campeão da Série B em 1995, perdendo o título para os rivais do Atlético Paranaense. Em 1999 o Coritiba volta a ser campeão paranaense após um jejum de 10 anos. Em 2001 perde a final da Copa Sul-Minas para o Cruzeiro. O título estadual só voltaria a ser conquistado em 2003. No mesmo ano, o clube fica em 5º lugar no Brasileiro, ganhando vaga para a Libertadores do ano seguinte. Mas num grupo com Sporting Cristal (PER), Rosário Central (ARG) e Olímpia (PAR), fica em terceiro lugar e é eliminado.

Em 2005, o clube vai mal no Brasileiro e é rebaixado, junto com Atlético Mineiro, Paysandu e Brasiliense. Em 2006, termina a Série B em 6º e permanece na segundona por mais um ano. Em 2007, porém, garante o acesso para a primeira divisão com algumas rodadas de antecedência. Na última rodada, vira a partida contra o Santa Cruz no último minuto, superando o Ipatinga e sendo campeão brasileiro da segunda divisão.

Por todos estes feitos, o Coritiba é considerado um dos 20 maiores do Brasil.