Cruzeiro 89 anos

02/01/2010

Há exatos 89 anos, em 2 de janeiro de 1921, uma reunião num prédio na Rua dos Caetés, no centro de Belo Horizonte, com cerca de cem desportistas de origem italiana fundava a Societá Sportiva Palestra Itália. Era o início daquele que se tornaria um dos nove principais clubes de futebol do Brasil, reconhecido internacionalmente, o Cruzeiro Esporte Clube. A ideia havia surgido em 1916, quando foi formado um combinado de jogadores de origem italiana em Belo Horizonte para a disputa de amistosos. Muitos dos jogadores eram vinculados ao Yale Athletic Club, o primeiro clube com jogadores ítalo-brasileiros na capital mineira. Daí a confusão ao dizer que o Yale deu origem ao Palestra. 13 jogadores saídos do Yale formaram o primeiro plantel do Palestra em 1921, que também contou com jogadores vindos do Atlético, Guarany e Ipanema. Os jogadores do Palestra eram em sua maioria também operários, moradores das regiões externas à Avenida do Contorno, na época o subúrbio da cidade. O primeiro estatuto do clube foi solicitado por correio ao Palestra de São Paulo, atual Palmeiras, e aprovado por unanimidade, excluindo-se apenas o item que exigia participação exclusiva do pessoas com origem italiana, o que fez o Palestra mineiro aumentar sua popularidade rapidamente.

A primeira partida do clube aconteceu em 3 de abril de 1921, contra um combinado entre o Villa Nova e o Palmeiras, ambos de Nova Lima. A partida no estádio do Prado Mineiro (atual sede do Batalhão da Polícia Militar de MG, no bairro Prado) terminou 2 a 0 para os palestrinos. Duas semanas depois, em 17 de abril, o primeiro clássico contra o Atlético. Nova vitória do Palestra, dessa vez por 3 a 0, também no estádio do Prado. O primeiro título veio em 1927, mas era referente ao Campeonato da Cidade de 1926, após a vitória de 10 a 1 sobre o Grêmio, de Belo Horizonte.

Em agosto de 1942 um decreto federal exigiu a extinção de todos aqueles itens que faziam referência aos países inimigos do Brasil na Segunda Guerra Mundial, entre eles a Itália. Dessa forma, em 2 de outubro, foi anunciado que o Palestra mineiro passaria a se chamar Ypiranga, em homenagem à independência do Brasil. Em 4 de outubro o clube disputou uma partida contra o Atlético, perdendo por 2 a 1, mas com o nome oficial ainda Palestra Itália. Na assembleia do dia 7 de outubro, foi sugerido o nome de Cruzeiro Esporte Clube e a adoção das cores azul e branco.

O Cruzeiro crescia rapidamente e aos poucos deixava de ser a terceira força do futebol mineiro para se tornar a primeira. A década de 1960 foi um marco na história do Cruzeiro e representou uma época de grandes feitos e conquistas de um time, que recebeu o nome de academia. A equipe de  Raul, Zé Carlos, Piazza, Natal, Tostão entre outros, conquistou o Brasil com duas vitórias sobre o Santos. Na decisão, duas vitórias memoráveis sobre o time de Pelé – 6 x 2, em 30 de novembro, no Mineirão, e 3 x 2, no dia 7 de dezembro, no Pacaembu.

Já na década de 1970, a segunda academia do Cruzeiro ficou marcada pelo título da Copa Libertadores. O adversário da final foi o River Plate, da Argentina. No primeiro confronto, em 21 de julho, o Cruzeiro aplicou 4 x 1, em Belo Horizonte. No segundo, no dia 28 do mesmo mês, perdeu de 2 x 1, em Buenos Aires. Mas dois dias depois, no tira-teima decisivo, em Santiago, no Chile, a equipe estrelada ganhou por 3 x 2 e levantou o troféu da competição.

Após um período difícil na década de 1980, sem grandes conquistas, a torcida azul voltou a sorrir em 1991, quando time celeste venceu a Supercopa, novamente levando a melhor sobre o River Plate. No ano seguinte, o torneio ficou mais uma vez nas mãos cruzeirenses, batendo outro clube argentino, o Racing.

Em 1997, veio o bicampeonato da Copa Libertadores. Na partida de ida da decisão, houve empate sem gols com o Spoting Cristal, do Peru, em 6 de agosto. Dali sete dias, no Mineirão, o Cruzeiro bateu o adversário por 1 x 0, dando início a mais uma belíssima festa da china azul.

O time estrelado tornou-se o maior vencedor da Copa do Brasil. Ao lado do Grêmio, detêm quatro conquistas da competição, vencendo as edições de 1993, 1996, 2000 e 2003. Neste último ano, inclusive, a equipe mineira conseguiu ainda os campeonatos Mineiro e Brasileiro, ganhando a denominação de campeão da Tríplice Coroa.

Para 2010, o Cruzeiro buscará o tricampeonato da Copa Santander Libertadores, um feito que quase conseguiu no ano passado. Para isso, o Clube aposta na manutenção da base e no terceiro ano seguido do técnico Adilson Batista à frente do bicampeão Mineiro.

Cruzeiro

Fontes: site oficial do Cruzeiro e Almanaque do Cruzeiro


Brasileiros na Libertadores 2010

08/12/2009

Terminado o Campeonato Brasileiro, finalmente foram conhecidos os representantes brasileiros na 51ª Copa Libertadores.

CorinthiansO Corinthians já estava classificado, por ter sido campeão da Copa do Brasil em 2009. A última participação do alvinegro tinha sido na Libertadores 2006, quando foi eliminado nas oitavas de final pelo River Plate. Essa será a oitava participação do clube; as outras foram em 1977, 1991, 1996, 1999, 2000, 2003 e 2006. A melhor colocação foi um terceiro lugar, em 2000, quando foi desclassificado pelo rival Palmeiras nas semifinais.

FlamengoO Flamengo sagrou-se campeão brasileiro e se classificou para a sua décima Libertadores. As outras foram em 1981, 1982, 1983, 1984, 1991, 1993, 2002, 2007 e 2008. O Flamengo foi campeão da Libertadores no ano de 1981, sua primeira participação, vencendo o Cobreloa, do Chile, na final.

Internacional O Internacional ficou com o vicecampeonato brasileiro em 2009, mas também garantiu vaga na Libertadores. Será a oitava participação; as outras foram em 1976, 1977, 1980, 1989, 1993, 2006 e 2007. O clube gaúcho foi campeão no ano de 2006, ao vencer o São Paulo na final. O Inter também foi vicecampeão no ano de 1980, perdendo a final para o Nacional, do Uruguai.

São PauloSão Paulo a sua 15ª participação em Libertadores, o maior número entre clubes brasileiros, ultrapassando o Palmeiras, que tem 14. Será também a 7ª participação consecutiva, algo que outro clube brasileiro também nunca conseguiu (desde 2004 o tricolor vem jogando a competição). O clube tem três títulos da Libertadores, sendo o maior campeão entre os brasileiros. Em 1992 venceu o Newell’s Old Boys, da Argentina; em 1993 venceu a Universidad Católica, do Chile; e em 2005 venceu o Atlético Paranaense, do Brasil. Já em 1974 foi derrotado pelo Independiente, da Argentina; em 1994 pelo Vélez Sarsfield, da Argentina; e em 2006 pelo  Internacional.

CruzeiroO último representante brasileiro na Libertadores 2010 é o Cruzeiro, graças ao quarto lugar no Brasileirão. Com isso, o clube mineiro disputará uma vaga na fase de grupos da competição contra o Real Potosí, da Bolívia. Será a 12ª participação cruzeirense na competição; as outras foram em 1967, 1975, 1976, 1977, 1994, 1997, 1998, 2001, 2004, 2008 e 2009. Será assim, pela segunda vez, a terceira participação consecutiva. O Cruzeiro venceu a competição em duas oportunidades: 1976, ao bater o River Plate, da Argentina, e em 1997, vencendo o Sporting Cristal, do Peru. Porém perdeu duas finais, em 1977, para o Boca Juniors, da Argentina e a última, em 2009, para o Estudiantes de La Plata, também da Argentina.

Lembrando que nesta edição da Libertadores, clubes carrascos dos brasileiros nos últimos anos, como Boca Juniors, River Plate (ambos da Argentina) e LDU (do Equador), não estarão presentes, pois não conseguiram classificação.


Cruzeiro lança camisa 3 para temporada 09/10

05/11/2009

Finalmente, na partida de ontem entre Cruzeiro e Argentinos Boys Juniors, a Reebok lançou a camisa 3 cruzeirense para a temporada. Uma imagem circulava pela internet há algumas semanas, inclusive aqui no blog, mas somente ontem a camisa foi apresentada oficialmente. Eis a obra:

camisa 3 cruzeiro 0910

De 0 a 10, digamos que a camisa ganhou nota 6. O degradê exatamente no meio só fica legal quando a camisa é vista de longe, e o escudo do Palestra sobre o azul não combinou. O detalhe é que no jogo de ontem, assim como na final da Libertadores, o Cruzeiro teve patrocinadores exclusivos para a partida: Fiat (nas mangas) e Supermercados BH (nas costas). A empresa automobilística já havia estampado sua marca na camisa azul durante o ano de 2008 inteiro. A rede de supermercados, por sua vez, na partida final da Libertadores desse ano.

Outro detalhe é que no jogo de ontem os dois clubes utilizaram um patch em homenagem ao argentino Sorín, fazendo dessas camisas itens raros para qualquer colecionador.

Sorín com nova camisa 3 do Cruzeiro

Aqui, detalhe para o patch:

patch sorin


Provável camisa 3 do Cruzeiro

22/10/2009

Ontem no Shop Cruzeiro, a loja oficial do clube na internet, começou a pré-venda da camisa 3 do Cruzeiro. Mas ainda não têm fotos dela, mas somente uma imagem representativa. E vazou na internet também uma imagem daquela que poderia ser essa camisa:

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A previsão de lançamento é no início do mês de novembro de 2009.


Mascotes do Ziraldo

13/10/2009

A Copa União de 1987 foi o campeonato brasileiro daquele ano, organizado pelo Clube dos 13, ao invés da CBF. Dessa forma, novos projetos tentavam ser colocados em prática, principalmente envolvendo ações de marketing. Entre essas ações, foi contratado o cartunista Ziraldo para redesenhar os mascotes dos clubes daquela competição, a fim de vender produtos, entre outras coisas.

Os mascotes foram popularizados principalmente nos álbuns do Campeonato Brasileiro entre o final da década de 1980 e início da década de 1990. Por algum motivo, não se se não foi desenhado, nunca vi o mascote do Palmeiras.

Mais de 20 anos depois, Ziraldo voltou a desenhar mascotes para clubes de futebol brasileiros. O Corinthians encomendou um novo desenho, mais moderno, para o Mosqueteiro, que deixou de ser gordo e se tornou mais, digamos, esbelto. Como parte de ações de marketing também foram criados o Mosquetinho (para o público infantil) e a Mosqueteira (para o feminino).

E o Vitória, que não teve seu mascote desenhado em 1987, encomendou ao desenhista uma versão para o Leão, na comemoração dos 110 anos do clube, agora em 2009. Ziraldo fez duas versões para o clube baiano.

Atualização em 01/09/2018:

O leitor Marcos Vinícius Nascimento Berti nos enviou uma belíssima contribuição: uma reportagem da Revista Placar de maio de 1988. Na matéria, escrita por Renato Maurício Prado, o cartunista Ziraldo é entrevistado no momento de criação dos mascotes, para o Clube dos Treze. A matéria mostra alguns mascotes que posteriormente tiveram seus desenhos alterados, como a Raposa, do Cruzeiro, o Galo, do Atlético-MG, e a Baleia, do Santos. No caso do Botafogo, a matéria cita que Ziraldo tinha dúvidas entre o Manequinho e o cachorro Biriba, mas que tinha preferência por este segundo (inclusive tem o desenho). Posteriormente, o mascote oficializado do alvinegro foi o garoto fazendo xixi mesmo. E por fim a matéria cita uma eleição que a Placar estava fazendo para que os torcedores palmeirenses escolhessem entre seu mascote favorito: o periquito (que é o oficial) ou o porco (como a torcida acolheu). Não sabemos quem foi o vencedor desse pleito, mas o fato é que (pelo menos pra mim) são novidades estes mascotes do Palmeiras desenhados pelo Ziraldo, uma vez que nos álbuns dos anos 1980 e 1990 o periquito não tinha o desenho assinado pelo cartunista mineiro.

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Segue a matéria na íntegra:

Para trazer sorte
O Clube dos 13 contrata Ziraldo para recriar os símbolos do grandes times numa deliciosa e lucrativa jogada de marketing

Quando o primeiro time pintar na boca do túnel para entrar em campo na Copa União deste ano, virá acompanhado de uma nova mascote. Simpática, colorida, para – mais que sorte – trazer dinheiro aos clubes do Clube dos Treze.

Pois os dirigentes das maiores forças do futebol brasileiro acabam de contratar o cartunista Ziraldo para recriar – e, em alguns casos, criar – os símbolos de cada grande equipe do Brasil. Os novos desenhos aparecerão estampados em diversos produtos, levando um bicho extra para os quase sempre combalidos cofres dos clubes.

“Está mais que na hora de o futebol brasileiro entrar no tempo do marketing”, julga Ziraldo. Mineiro de Caratinga, 55 anos, o rubro-negro Ziraldo Alves Pinto está convencido de que o futebol tem uma única saída: reconquistar o público jovem ou morrer. “A garotada de hoje não entende mais por que o marinheiro Popeye foi o símbolo do Flamengo ou como o Pato Donald pode representar o Botafogo”, espanta-se. “Por isso, uma de minhas maiores preocupações neste trabalho foi rejuvenescer as mascotes.”

Assim, o Almirante do Vasco, por exemplo, será um menino e não um austero senhor bigodudo. Até mesmo o urubu rubro-negro – criação inesquecível de Henfil – terá traços jovens. “O importante é facilitar a identificação dos símbolos com a gurizada”, planeja o cartunista.

Mato sem cachorro

Nem tudo, porém, vai ser novidade. “Alguém pode imaginar o Atlético não sendo o Galo, ou o Cruzeiro algo que não a Raposa?”, pergunta Ziraldo. “Eles são imortais e vão continuar bem vivos.” Já não é o caso do Botafogo: “Esse é complicado até em mascote”, brinca. “Conversei com o presidente Althemar Dutra de Castilho e ele me pediu para fazer o Manequinho (famosa estátua de um menino fazendo xixi, em frente à sede do clube, no Mourisco) puxando pela coleira o ‘Biriba’ (o cachorrinho mascote do falecido dirigente Carlito Rocha). Não dava, né? Acabei optando pela figura solitária do ‘Biriba’. Ficou uma gracinha…”

Se Ziraldo encontrou a solução para o Botafogo, está num mato sem cachorro para o caso do Palmeiras. “É porco ou periquito?”, questiona, sem achar a resposta. E apela: “Acho que PLACAR deveria fazer um plebiscito entre a própria torcida”.

A proposta está lançada. “O negócio é agitar”, entusiasma-se Ziraldo. “Continuo sendo um apaixonado pelo nosso futebol. Espero que esses símbolos sejam apenas os primeiros passos para transformar o futebol num espetáculo moderno em termos de comunicação e de marketing.”

Renato Maurício Prado

 


Clássico da semana: Cruzeiro x Atlético Mineiro

09/10/2009

Hoje inaugurarei uma nova seção do site: o clássico da semana. Neste espaço sempre postarei informações sobre algum clássico de futebol que aconteça naquela semana, em qualquer lugar do mundo, com informações sobre os dois clubes. E essa semana começarei com chave de ouro, o maior clássico de Minas Gerais e um dos maiores do Brasil: Cruzeiro x Atlético Mineiro.

Cruzeiro Atlético Mineiro

A história do jogo começou em 1921, ano de fundação do Cruzeiro. O time celeste, então chamado Palestra Itália venceu o Atlético por 3 a 0, em amistoso. Desde então, o número de partidas entre os dois é controverso, mas varia entre 446 e 460 jogos. A última partida entre os dois ocorreu pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2009, onde o Atlético venceu por 3 a 0, após a expulsão do ex-atacante cruzeirense Zé Carlos, logo aos 7 segundos de jogo. Entretanto, antes dessa partida, o Cruzeiro estava invicto contra o rival há 12 jogos, sendo 10 vitórias e 2 empates, e incluindo duas goleadas por 5 a 0.

Até 1949 os jogos eram disputados nos antigos estádios dos clubes: às vezes no Estádio do Barro Preto, onde hoje é a sede social do Cruzeiro na avenida Augusto de Lima; às vezes no Estádio de Lourdes, onde hoje encontra-se o shopping Diamond Mall, ao lado da atual sede do Atlético, na avenida Olegário Maciel. Com a construção do Independência para a Copa do Mundo de 1950, os clássicos passaram a ser jogados em sua grande parte no estádio. Desde 1965, os clássicos são disputados em sua grande maioria no estádio do Mineirão, onde os dois times mandam seus jogos. Em algumas ocasiões também ocorreram fora de Belo Horizonte: algumas vezes no Ipatingão, em Ipatinga e esse ano, pela primeira vez fora do país, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai, pelo Torneio Verão/Copa Bimbo, onde o Cruzeiro venceu por 4 a 2.

RAIO X

Nomes:
Cruzeiro Esporte Clube
Clube Atlético Mineiro

Fundação:
Cruzeiro: 2 de janeiro de 1921 (88 anos)
Atlético: 25 de março de 1908 (101 anos)

Cores:
Cruzeiro: azul e branco
Atlético: preto e branco

Mascotes:
Cruzeiro: raposa
Atlético: galo

Estádio:
ambos: Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) – 76.500 pagantes

Títulos internacionais oficiais:
Cruzeiro: 2 Taças Libertadores (1976, 1997), 2 Supercopas Libertadores (1991, 1992), 1 Recopa Sul-Americana (1998), 1 Copa Ouro (1995), 1 Copa Master da Supercopa (1995)
Atlético: 2 Copas Conmebol (1992, 1997)

Títulos nacionais oficiais:
Cruzeiro: 1 Campeonato Brasileiro (2003), 1 Taça Brasil (1966), 4 Copas do Brasil (1993, 1996, 2000, 2003)
Atlético: 1 Campeonato Brasileiro (1971)

Títulos regionais:
Cruzeiro: 2 Copas Sul-Minas (2001, 2002), 1 Copa Centro-Oeste (1999)
Atlético: 1 Torneio dos Campeões FBF (1937)

Títulos estaduais:
Cruzeiro: 36 campeonatos mineiros (pentacampeão entre 1965 e 1969, atual bicampeão 2008, 2009)
Atlético: 39 campeonatos mineiros (hexacampeão entre 1978 e 1983, último título em 2007)

Ranking da CONMEBOL de clubes brasileiros:
Cruzeiro: 2º (565 pontos)
Atlético: 9º (175 pontos)

Ranking da CBF:
Cruzeiro: 9º (1834 pontos)
Atlético: 6º (1922 pontos)

Ranking da Revista Placar (competições conquistadas):
Cruzeiro: 7º (294 pontos)
Atlético: 11º (188 pontos)

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Os maiores clubes do século XXI

30/09/2009

Na semana retrasada, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol), organização reconhecida pela FIFA, divulgou o ranking do “Clube Sulamericano do Século XX”, em que classificava os clubes de acordo com seu desempenho em competições organizadas e/ou oficializadas pela CONMEBOL. No ranking divulgado, o Peñarol, do Uruguai, ficou em primeiro com 531 pontos. Segue a lista dos 10 primeiros colocados:

1. CA Peñarol (URU): 531,00 pontos
2. CA Independiente (ARG): 426,50 pts
3. Club Nacional de Football (URU): 414,00
4. CA River Plate (ARG): 404,25
5. FC Olimpia (PAR): 337,00
6. CA Boca Juniors (ARG): 312,00
7. Cruzeiro EC (BRA): 295,50
8. São Paulo FC (BRA): 242,00
9. CD América Cali (COL): 220,00
10. SE Palmeiras (BRA): 213,00

Dentre as equipes brasileiras, o ranking ficou da seguinte maneira:

7. Cruzeiro EC (MG): 295,50
8. São Paulo FC (SP): 242,00
10. SE Palmeiras (SP): 213,00
11. CR Flamengo (RJ): 200,00
14. Grêmio FBPA (RS): 157,00
16. Santos FC (SP): 140,00
19. CR Vasco da Gama(RJ): 109,50
22. CA Mineiro (MG): 95,50
31. SC Corinthians Paulista (SP): 60,00
SC Internacional (RS): 60,00
37. Botafogo FR (RJ): 44,00
52. CSA (AL): 14,00
54. EC Bahia (BA): 12,00
56. Sampaio Corrêa FC (MA): 10,00
São Raimundo EC (AM): 10,00
72. Criciúma EC (SC): 4,00
EC Vitória (BA): 4,00
Paraná Clube (PR): 4,00
89. CA Bragantino (SP): 2,00

Bem, utilizando-se dos mesmos critérios que a IFFHS, fiz uma atualização desse ranking, computando as competições do século XXI, ou seja, a partir de 2001 até 2009, e somente para os clubes brasileiros. Ficou da seguinte maneira:

1. São Paulo FC: 103
2. SC Internacional: 82
3. Grêmio FBPA: 57
4. Santos FC: 54,5
5. CA Paranaense: 42
6. Cruzeiro EC: 40
7. AD São Caetano: 36
8. Fluminense FC: 33
9. SE Palmeiras: 24
10. CR Flamengo: 10
SC Corinthians Paulista: 10
12. CR Vasco da Gama: 5
13. Botafogo FR: 2,5

Na somatória dos clubes brasileiros, o ranking fica da seguinte maneira então:

1. São Paulo: 345
2. Cruzeiro: 335,5
3. Palmeiras: 237
4. Grêmio: 214
5. Flamengo: 210
6. Santos: 194,5
7. Internacional: 142
8. Vasco da Gama: 114,5
9. Atlético Mineiro: 95,5
10. Corinthians: 70
11. Botafogo: 46,5
12. Atlético Paranaense: 42
13. São Caetano: 36
14. Fluminense: 33
15. CSA: 14
16. Bahia: 12
17. Sampaio Corrêa: 10
São Raimundo: 10
19. Criciúma: 4
Vitória: 4
Paraná: 4
22. Bragantino: 2


América Mineiro conquista a Série C

21/09/2009

Ao vencer ontem o ASA de Arapiraca por 1 a 0 (também havia ganhado a primeira partida em Alagoas por 3 a 1) o América Mineiro conquistou a Série C do Campeonato Brasileiro de 2009. O Coelho volta a ganhar um título nacional após 12 anos, quando venceu a Série B, inclusive com o mesmo treinador, Givanildo Oliveira. Na campanha vitoriosa desse ano, o América disputou 14 partidas, vencendo 9, empatando 2 e perdendo 3, com 69% de aproveitamento. Com o título, o América voltará a disputar a segunda divisão do Brasileiro, a qual disputou pela última vez em 2004. Também disputarão a Série B 2010 ASA, Guaratinguetá (SP) e Icasa (CE).

América Mineiro campeão da terceira divisão 2009

Foi o décimo-segundo título nacional de um clube mineiro. O Cruzeiro lidera a lista com seis conquistas (4 Copas do Brasil, 1 Taça Brasil e 1 Campeonato Brasileiro da primeira divisão). Em seguida vêm América (1 Brasileiro da segunda divisão e 1 da terceira) e Atlético (1 Brasileiro da primeira e um da segunda divisão). Os dois títulos restantes são da segunda divisão: um do Villa Nova e um do Uberlândia.

Embora seja o maior campeão nacional de Minas Gerais, o Cruzeiro não vence um torneio desde 2003, quando conquistou a Série A do Brasileirão. Com uma campanha memorável, a equipe cinco estrelas, comandada pelo craque Alex, marcou 100 pontos em 46 partidas, no primeiro campeonato disputado no sistema de pontos corridos. Antes disso, o clube só havia conquistado o maior torneio do futebol brasileiro em 1966, quando conquistou a Taça Brasil vencendo o lendário Santos de Pelé, então pentacampeão do torneio, ganhando as duas partidas da final (6 a 2 no Mineirão e 3 a 2 no Pacaembu). Além disso, é o maior campeão da Copa do Brasil (juntamente com o Grêmio), com quatro títulos: 1993, 1996, 2000 e 2003.

Cruzeiro campeão brasileiro 2003

O Atlético Mineiro, por sua vez, foi o campeão do Primeiro Campeonato Nacional de Clubes, o que hoje seria o equivalente à Série A do Campeonato Brasileiro, em 1971. No triangular final, a equipe superou São Paulo e Botafogo. O clube alvinegro só voltou a conquistar um título nacional 35 anos depois, o título da segunda divisão do futebol nacional, a Série B do Campeonato Brasileiro de 2006, já no sistema de pontos corridos.

Atlético Mineiro campeão brasileiro segunda divisão 2006

Ainda em 1971 outro clube mineiro centenário, o Villa Nova, de Nova Lima, foi campeão do Campeonato Nacional de Clubes da Primeira Divisão, o que, na época, seria a segunda divisão, ou Série B do Campeonato Brasileiro. Na final, o Leão do Bonfim venceu o Remo, do Pará, em duas das três partidas e foi o campeão. Entretando, nas duas primeiras edições da segunda divisão, o campeão não subia para a primeira divisão no ano seguinte. Em 1972 o Villa sequer disputou a segunda divisão novamente, esta que só contou com a participação de equipes da região Nordeste do país.

Villa Nova campeão brasileiro da segunda divisão 1971

Por fim, faltou citar o Uberlândia. Entre 1980 e 1983 e em 1985, a primeira divisão do campeonato brasileiro era chamada de Taça de Ouro, e a segunda divisão de Taça de Prata. Em 1984, porém, a primeira divisão se chamou Copa Brasil e a segunda divisão de Taça CBF. Em todos esses anos, os critérios de classificação para o campeonato brasileiro das duas divisões era a posição no campeonato estadual do ano anterior. O clube do triângulo terminou na quarta colocação o Campeonato Mineiro de 1983, e juntamente com o América, o terceiro colocado, foram os representantes de Minas Gerais na Taça CBF de 1984. Naquele ano, o campeão da segunda divisão ganhava uma vaga já na terceira fase do campeonato do mesmo ano (!!!) e assim foi com o Uberlândia. Na prática, o clube poderia conquistar as duas divisões do campeonato no mesmo ano! Dentre os quatro grupos da terceira fase, o Uberlândia caiu junto com Vasco (que seria o vice-campeão), Fortaleza e Coritiba, mas ficou em terceiro lugar e foi eliminado. Entretanto, como critério estatístico, o Uberlândia ficou em 16º lugar na primeira divisão de 1984. O Uberlândia voltou a disputar a primeira divisão em 1985, mas com uma campanha fraca terminou em 33º entre 44 clubes.

Uberlândia campeão brasileiro da segunda divisão 1984


Nova camisa do goleiro Fábio

06/09/2009

fabio retroNa partida do Cruzeiro contra o São Paulo, que acontece nesse momento no Mineirão, o goleiro celeste Fábio estreia uma nova camisa. O modelo é semelhante à camisa retrô de 1956 que a Reebok lançou este ano. O material, porém, não deve ser de pano como a retrô, mas sim mais leve, como são normalmente as camisas de jogo.
fabio retro 2A camisa em si é igual à retrô, mas tem patrocínio do Banco Bonsucesso, e nas costas o nome e o número do goleiro são amarelos. Uma boa opção para a camisa 3 do time, que como disse em tópico anterior, está prestes a ser lançada.
N. do E.: Olhando essa foto disponibilizada no Torcida RBK, a camisa utilizada pelo Fábio parece ser exatamente a mesma retrô vendida nas lojas, somente com a adição do patrocínio e dos números.


Cruzeiro lançará terceira camisa em setembro

01/09/2009

De acordo com o site Máquina do Esporte, o Cruzeiro lançará seu terceiro uniforme de 2009 agora no mês de setembro. Segundo a notícia, a diretoria do clube já aprovou o desenho da camisa feito pela Reebok e nas próximas semanas também será definida a estratégia para as camisas e outros produtos do ano que vem.

Camisa de treino do Cruzeiro de 2005

O diretor de marketing do Cruzeiro, Antônio Claret, também fez questão de afirmar que a camisa será “diferente daquilo que o estatuto do clube permite”. Ou seja, é possível que venha alguma coisa bem diferente por aí. Talvez uma camisa verde, como a do Palestra Itália, ou uma vermelha, como a camisa de treino do clube em 2005. Também podem ser uma camisa amarela ou uma dourada, como a atual camisa 3 do Internacional, uma vez que a Reebok também fornece material para o time gaúcho.

Camisas de 1996, 1997 e 1999

A história de terceira camisa do Cruzeiro começou em 1996, quando a Finta lançou para o clube uma camisa dividida ao meio (metade azul-metade branca), acrescida de alguns desenhos “psicodélicos”. A camisa não caiu muito no gosto da torcida e se não me engano usada em jogo apenas uma vez, numa partida contra o Goiás. Em 1997, o Cruzeiro lançou mais uma camisa que pode ser considerada como “camisa 3”. Fabricada pela Rhumell, tinha um desenho muito parecido com a camisa do mesmo ano, que foi usada na semi-final e na final da Libertadores daquele ano, quando o time foi campeão, e também no Mundial Interclubes. A camisa a que me refiro, porém, era de cor roxa e as estrelas desenhadas eram em posições diferentes às da camisa da Libertadores. Em 1999 o Cruzeiro voltou a jogar com a terceira camisa, agora em partidas válidas pela Copa Mercosul. A camisa, fabricada pela Topper, tinha um azul mais escuro que a camisa tradicional e uma novidade: o escudo do clube, ao invés das tradicionais cinco estrelas. Em 2001, o Cruzeiro utilizou a terceira camisa nas partidas da Libertadores. A camisa tinha o mesmo azul da camisa 1, mas com grandes faixas brancas nas laterais. No peito, o escudo do clube. Em 2002, na Copa Sul-Minas, mais uma terceira camisa. A camisa azul agora ganhava pequenas faixas horizontais em azul claro, além da gola pólo em branco. No peito, ao contrário das camisas 1 e 2 (em que as 5 estrelas haviam voltado ao peito após 2 anos), constava o escudo do clube.

Camisas de 2001, 2002 e 2004

Em 2004, na disputa da Copa Sul-Americana, no segundo semestre, o Cruzeiro utilizou uma camisa azul clara, com detalhes em branco. Por fugir do azul tradicional, também não foi muito bem aceita. No ano seguinte, a camisa utilizada na Copa Sul-Americana voltava com o azul tradicional do clube, mas dessa vez com as faixas brancas nas laterais e no peito da camisa. As cinco estrelas voltavam ao peito após dois anos, mas dessa vez com a Tríplice Coroa acima delas. Nessa época, as camisas 1 e 2 exibiam o escudo do clube, também com a coroa acima. Na Copa Sul-Americana de 2006 a camisa, agora fabricada pela Puma, se destacou por ter um corte mais justo que as tradicionais, além de uma faixa branca no ombro direito e uma amarela no ombro esquerdo. As estrelas com a coroa estavam presentes, assim como no ano anterior.

Camisas de 2005 e 2006

Em 2007, as estrelas voltaram a aparecer nas camisas 1 e 2. Sendo assim, o escudo aparecia na terceira camisa. Essa camisa era novamente dividida ao meio, mas dessa vez em dois tons de azul. Os patrocinadores e a numeração eram em dourado. Uma camisa bonita mas que não fez muito sucesso. Foi utilizada na Copa Sul-Americana e em poucas partidas do Campeonato Brasileiro. Por fim, na Libertadores de 2008, a última linha de camisas da Puma para o Cruzeiro. A terceira camisa era num azul mais claro (não tão claro quanto a de 2004) e com detalhes em amarelo. A numeração também era em amarelo.

Camisas de 2007 e 2008

Imagens retiradas do Blog do Cruzeirense e da minha própria coleção de camisas.