Cruzeiro 90 anos

02/01/2011

A história do Cruzeiro

O início – Palestra Itália

Bello Horizonte, final da década de 1910 e início da década de 1920. O futebol era um esporte que crescia rapidamente em popularidade. A colônia italiana era uma das que tinha maior presença na cidade, mas não possuía um clube tipicamente seu, o que na cidade de São Paulo aconteceu em 1914, com a criação do Palestra Itália, que hoje é o Palmeiras. Em BH o time do Yale tinha em seu elenco a participação de descendentes de italianos, mas não era um clube forte o suficiente para rivalizar com as potências futebolísticas da cidade na época, o América, vencedor do Campeonato da Cidade (hoje considerado Campeonato Mineiro) entre 1916 e 1920 (também venceu de 1921 a 1925) e o Athletico, que venceu o primeiro Campeonato da Cidade, em 1915, mas tinha tantos adeptos quanto o América.

Um grupo de descendentes de imigrantes italianos começa então a se organizar com o intuito de criar um time da colônia que fosse tão forte a ponto de bater de frente com América e Athletico. As primeiras reuniões aconteciam num local tipicamente comandado pelos imigrantes árabes, que eram ligados ao Athletico, que era a rua dos Caetés, esquina com rua Espírito Santo, no centro de BH, na chamada Casa Ranieri. As reuniões ganhavam força, as pessoas estavam se empolgando com a ideia. Até que em 2 de janeiro de 1921 numa casa localizada na Rua Tamóios, no centro de Belo Horizonte, entre as ruas Rio de Janeiro e São Paulo, no local chamado Societá Italiana di Mutuo Soccorso Dante Aligieri, posteriormente conhecida como Casa d’Itália, era oficialmente fundada a Società Sportiva Palestra Italia.

Réplica da camisa do Palestra Itália em 1921

A primeira partida do clube aconteceu 3 meses depois da fundação, no dia 3 de abril, naquele que era o maior estádio da cidade na época, o Estádio do Prado Mineiro, onde hoje se localiza o clube dos oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, no bairro do Prado. A partida foi contra um combinado da cidade de Nova Lima, com jogadores do Villa Nova e do Palmeiras de Nova Lima, e o Palestra já saiu vitorioso por 2 a 0. A segunda partida já foi contra o rival Athletico, naquele que hoje é considerado o principal clássico do estado de Minas Gerais. No dia 17 de abril, também no estádio do Prado Mineiro, o Palestra venceu o time alvinegro por uma sonora vitória por 3 a 0, um feito incrível para um clube que havia acabado de ser fundado enfrentando um clube 13 anos mais velho, bem estruturado para a época.

A primeira sede do Palestra era na Praça Sete, numa casa que foi demolida posteriormente para construção do prédio que também foi sede do Bemge. Os primeiros bailes e festas realizados ali já eram muito movimentados, fazendo tanto sucesso que rivalizavam com as festas organizadas pelos clubes da elite da cidade. No início da década de 1930 a sede foi transferida para o antigo Palacete Lunardi, novamente na rua dos Caetés. Já em meados da década de 1930, novamente a sede mudou de lugar, dessa vez para a rua Espírito Santo, 501, numa casa que também já foi demolida para a construção de um prédio que durante muitos anos foi a Caixa Econômica e hoje abriga a Secretaria Municipal de Políticas Sociais.

Primeiramente, o Palestra só tinha em seu elenco jogadores descendentes de italianos. Mas a equipe crescia tanto e tão rapidamente que já em 1925 foi excluída do estatuto do clube a norma que não permitia a participação de jogadores de outras nacionalidades. Também em 1925 houve a dissolução do antigo clube que contava com a presença de alguns jogadores italianos, o Yale. O clube não suportou a debandada de jogadores para o Palestra, o que agravou a crise e culminou no término da equipe. O campo do Yale ficava no bairro do Barro Preto, onde hoje é o Fórum Lafayette. No quarteirão ao lado, também na Avenida Augusto de Lima, em 1923 havia sido construído o primeiro estádio do Palestra. O estádio foi construído justamente pelos imigrantes italianos, que em sua maioria eram operários e outras pessoas envolvidas com construção civil.

O primeiro título oficial foi do Campeonato da Cidade de 1926, e em seguida veio já o tricampeonato em 1928, 1929 e 1930. Após esse tricampeonato o Palestra passa por um jejum de dez anos, voltando a conquistar o Campeonato somente em 1940. Nesse período de jejum, em 1936, surge um movimento dentro do clube, a Ala Renovadora, empenhada em retirar o nome Itália do clube, uma vez que este já não era exclusivo dos descendentes de imigrantes. Isso só foi acontecer em 30 de janeiro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, quando o governo brasileiro, alinhado com os países Aliados, promulga um Decreto-Lei que determina abolir todas as referências aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Com isso, o Palestra Itália passa a ser chamado de Palestra Mineiro. Em 29 de setembro de 1942, numa decisão que não foi votada nem aprovada pelos membros do conselho do clube, houve a mudança do nome do clube para Ypiranga, tornando o clube de vez uma entidade totalmente brasileira. Embora tenha jogado uma partida sob o nome de Ypiranga, que por sinal foi uma derrota, na Federação o clube ainda era registrado com o nome de Palestra. A votação definitiva para o novo nome do clube ocorreu em 7 de outubro de 1942, quando sócios e dirigentes escolheram o nome de Cruzeiro Esporte Clube, em referência ao maior símbolo nacional, a constelação do Cruzeiro do Sul.

Evolução do escudo do Cruzeiro

A conquista do Brasil

Já com o novo nome, o Cruzeiro é novamente tricampeão do Campeonato da Cidade em 1943, 1944 e 1945. Acontece também a reforma do estádio do Barro Preto, que se torna oficialmente Estádio Juscelino Kubitschek, em homenagem ao governador do estado à época. A posição do campo é mudada, além de serem construídas novas arquibancadas. Porém, as despesas com a reforma e com a manutenção da equipe levam o Cruzeiro à sua primeira grande crise financeira. O clube teve de vender seus principais jogadores, tanto que no auge da crise, em 1952, teve de promover os juvenis e dispensar os profissionais, ficando com um status quase amador. Durante a crise, a solução encontrada foi viajar pelo interior do estado em troca de cachês. Ao mesmo tempo, as excursões serviam também para aumentar o número de torcedores pelo estado. Depois de 1945, o Cruzeiro só voltou a conquistar um título em 1956, quando a crise já começava a passar. Com a crise financeira sanada, o Cruzeiro conquista mais um tricampeonato, agora do Campeonato Mineiro, em 1959, 1960 e 1961. Ali começava a se formar a base da equipe que conquistaria o Brasil alguns anos depois.

Com a chegada de Felício Brandi à presidência do clube, a busca por jovens valores começou a ganhar força. Em 1963 chega Tostão. Em 1964, Piazza, Dirceu Lopes e Natal. Em 1966, Raul e Zé Carlos. Ali formava-se a base do time que se sagrou pentacampeão mineiro entre 1965 e 1969. Mas o maior feito daqueles jovens heróis aconteceu em 1966. Em 1965 foi inaugurado o Mineirão, até então o segundo maior estádio do mundo, atrás apenas do Maracanã. Isso deu um impulso muito grande para o futebol mineiro na época e foi fundamental para o desenvolvimento da promissora equipe do Cruzeiro. Com o título do Campeonato Mineiro de 1965, o Cruzeiro garantiu vaga para a Taça Brasil de 1966, que nada mais era que o Campeonato Brasileiro da época. A Taça Brasil reunia os campeões de todos os estados do Brasil, sendo o primeiro torneio tipicamente nacional do país, tanto que o campeão garantia vaga na Libertadores da América.

O Santos, de Coutinho, Pepe e Pelé, era o maior time do Brasil, e senão do mundo, na década de 1960. O clube paulista era o atual pentacampeão brasileiro (Taça Brasil entre 1960 e 1965), além de ser bicampeão da América e Mundial (1962 e 1963). No torneio de 1966, o Santos já entrou diretamente na fase semifinal. O Cruzeiro, por sua vez, primeiro teve de passar pelo campeão fluminense (campeonato do estado do Rio de Janeiro, excluindo-se os times do estado da Guanabara, que nada mais era que a cidade do Rio de Janeiro), o Americano de Campos. Foram duas goleadas para os garotos celestes, 4 a 0 no Rio e 6 a 1 no Mineirão. Nas quartas de final, o adversário foi outra equipe difícil, o campeão gaúcho, o Grêmio. O primeiro jogo foi um empate no Rio Grande do Sul, mas o Cruzeiro venceu apertado por 2 a 1 no Mineirão. Na semifinal, mais uma pedreira, o campeão carioca, o Fluminense. Mas os meninos não quiseram nem saber e passaram por cima do tricolor com mais duas vitórias, 1 a 0 e 3 a 1. Na final, o maior desafio: o Santos.

Na primeira partida, no Mineirão, talvez a derrota mais acachapante que Pelé tenha sofrido em toda sua carreira. No primeiro tempo de jogo, o Cruzeiro já vencia o melhor time do mundo por 5 a 0. No intervalo da partida, ninguém acreditava no que via, era um fato completamente inusitado. O Santos veio para o segundo tempo tentado a se recuperar, e marcou dois gols. Mas o Cruzeiro segurou o jogo e ainda marcou mais um, finalizando a partida em 6 a 2. Na segunda partida, dia 7 de dezembro de 1966 no Pacaembu, o Santos começou o jogo empenhado a se vingar da humilhante derrota sofrida uma semana antes. O primeiro tempo terminou 2 a 0 para a equipe paulista. No intervalo da partida, o presidente da Federação Paulista de Futebol na época foi ao vestiário cruzeirense se encontrar com o presidente Felício Brandi para já tentar marcar a terceira partida da decisão para o Maracanã. Mas Brandi viu aquilo como uma afronta e expulsou aos gritos o paulista, o que serviu como um incentivo a mais para os jogadores do Cruzeiro se recuperarem na partida. Logo no início do segundo tempo, pênalti para o Cruzeiro que Tostão desperdiçou. Parecia que realmente o Santos sairia vitorioso naquela noite. Mas logo em seguida o mesmo Tostão empatou a partida com um gol de falta. Aos 28 do segundo tempo, Dirceu Lopes empatou a partida, placar que já era o suficiente para o Cruzeiro se sagrar campeão. Mas ao invés de segurar o resultado, o Cruzeiro foi pra cima e aos 44 Natal fez o gol que decretou o título para a equipe azul. O Cruzeiro era campeão brasileiro de 1966, algo inédito para um clube do estado de Minas Gerais. Este título só foi reconhecido como Campeonato Brasileiro em dezembro de 2010.

Foto da Taça Brasil

Com o título, em 1967 o Cruzeiro fez a sua estreia em competições internacionais, com a participação na Taça Libertadores da América. Na primeira fase, saiu invicto de um grupo com Universitario e Sport Boys, do Peru, e Deportivo Galicia e Deportivo Italia, da Venezuela. Foram 7 vitórias e 1 empate, em 8 jogos. A classificação em primeiro no grupo valeu vaga na semifinal do torneio, caindo num grupo com as equipes uruguaias do Nacional e do Peñarol, que era o atual campeão continental. O Cruzeiro venceu as duas partidas no Mineirão, mas perdeu as duas em Montevidéu, ficando em segundo no grupo, um ponto atrás do Nacional, que foi à final e acabou sendo derrotado pelo Racing, da Argentina.

O título do Cruzeiro em 1966 provocou uma mudança nos rumos do futebol brasileiro, que passou a deixar de ser polarizado apenas entre Rio de Janeiro e São Paulo. Tanto que em 1967 acontece a primeira edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, que era o tradicional Torneio Rio-São Paulo, agora com participação de equipes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Pernambuco. Os campeões deste torneio também passaram a ser conhecidos como campeões brasileiros desde dezembro de 2010. Dessa forma, o Cruzeiro foi vice-campeão brasileiro em 1969. Em 1970, o Cruzeiro cede três jogadores para a seleção brasileira campeã do mundo no México: Tostão, Piazza e Fontana.

No começo da década de 1970, a base do time da década de 1960 começa a mudar um pouco. Raul, Piazza e Dirceu Lopes permanecem, mas Tostão é vendido ao Vasco pouco tempo antes de encerrar prematuramente a carreira devido a um problema de visão. Mas chegam jogadores como Nelinho e Joãozinho. O Cruzeiro é vice-campeão brasileiro mais duas vezes: em 1974, numa polêmica decisão contra o Vasco, numa partida que era pra ser realizada no Mineirão mas acabou indo para o Maracanã, e que o Cruzeiro teve um gol legítimo anulado; e em 1975, numa partida dificílima contra o Internacional, em Porto Alegre. O vice-campeonato em 1975 valeu uma vaga para a Libertadores em 1976.

A conquista da América

Na Libertadores de 1976, o Cruzeiro novamente saiu invicto da fase de grupos, que contava também com o Inter de Porto Alegre, e os paraguaios Olimpia e Sportivo Luqueño. Foram 1 empate e 5 vitórias, incluindo a memorável partida em que o Cruzeiro venceu o Inter por 5 a 4 no Mineirão, considerada a melhor partida da história do estádio. Na fase semifinal, o Cruzeiro caiu no grupo de LDU Quito, do Equador e Alianza Lima, do Peru. Neste momento, uma das páginas mais tristes da história do Cruzeiro. Após o retorno da partida contra o Alianza, em Lima (vitória cruzeirense por 4 a 0), o atacante Roberto Batata voltava de carro de BH para sua cidade, quando sofreu um acidente fatal na BR-381. A partida seguinte na Libertadores, também foi contra o Alianza, dessa vez no Mineirão. Os jogadores prestaram então sua homenagem ao companheiro, goleando os peruanos por 7 a 1 (7 era a camisa usada por Batata). O Cruzeiro passou pela semifinal com 4 vitórias em 4 jogos.

A final então seria contra o River Plate, então campeão dos dois torneios nacionais da Argentina em 1975. Na primeira partida, no Mineirão, vitória azul por 4 a 1. Na segunda, em Buenos Aires, o River vence por 2 a 1, o que forçou uma terceira partida em campo neutro, uma vez que naquela época o saldo de gols não era critério de desempate. A terceira partida aconteceu então no estádio Nacional de Santiago, no Chile. O Cruzeiro chegou a abrir 2 a 0 com gols de Nelinho e Eduardo. Mas veio a catimba e a pressão argentina, e num lance que contou com a ajuda da arbitragem o River empatou a partida em 2 a 2. Porém, aos 43 do segundo tempo, falta para o Cruzeiro na entrada da área do River. Nelinho, que tinha um chute muito forte se preparava para cobrar a falta. Quando virou de costas, Joãozinho cobrou a falta no ângulo direito, sem chances para o goleiro argentino. O Cruzeiro fazia 3 a 2. Os argentinos reclamaram com a arbitragem mas de nada adiantou. O Cruzeiro era campeão da América. Era o primeiro clube brasileiro a ser campeão da Libertadores, depois do Santos, de Pelé.

O título da Libertadores deu ao clube a oportunidade de disputar a Taça Intercontinental, considerada campeonato mundial de clubes, contra o campeão europeu do ano, o Bayern de Munique, da Alemanha. O Bayern contava em grande parte com jogadores da seleção alemã, que havia conquistado a Copa do Mundo dois anos antes, em 1974, como Gerd Müller, Rumennigge e o goleiro Sepp Maier. O torneio era disputado em duas partidas, uma no estádio de cada clube. Na primeira partida, no Estádio Olímpico de Munique, com o gramado branco coberto de neve, o Cruzeiro perde por 2 a 0, sofrendo dois gols no final da partida. No segundo jogo, no Mineirão com mais de 100 mil pessoas, o Cruzeiro fez de tudo, mas Sepp Maier fez ainda mais, segurando a partida em 0 a 0 e dando o título mundial ao Bayern.

O título da Libertadores de 1976 também deu vaga para o Cruzeiro na Libertadores de 1977, dessa vez entrando já na fase semifinal, por ser o atual campeão. E novamente o Cruzeiro passou invicto, com 3 vitórias e 1 empate em 4 jogos, num grupo com o Inter de Porto Alegre e a Portuguesa, da Venezuela. Na final, outro clube argentino pelo caminho, agora o Boca Juniors. O Cruzeiro perde em La Bombonera por 1 a 0, mas devolve o placar no Mineirão, forçando novamente um terceiro jogo, que dessa vez aconteceu no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Montevidéu fica a cerca de 2 horas de Buenos Aires, o que levou uma multidão de torcedores do Boca para o jogo. A partida terminou 0 a 0 no tempo normal, o que evidenciou o equilíbrio entre os times. Nos pênaltis, as duas equipes acertaram as quatro primeiras cobranças. Na quinta, o Boca marcou mas Eduardo teve o pênalti defendido pelo goleiro argentino, e o Cruzeiro era vice-campeão da América pela primeira vez.

Réplica da Taça Libertadores de 1976

A derrota em 1977 decretou o início de um período negro na história do Cruzeiro. Uma nova grave crise financeira aparece,em função dos prejuízos com a disputa do campeonato mineiro, mas também em decorrência dos pesados investimentos na infra-estrutura do clube, com a construção da sede campestre, na Pampulha e da Toca da Raposa I, no início da década de 1980, ainda sob a tutela do presidente Felício Brandi. A Toca I era o melhor centro de treinamento do país e, inclusive, serviu como concentração da Seleção Brasileira, antes das Copas do Mundo de 1982 e 1986. Durante a década de 1980, o maior faturamento do Cruzeiro ocorria através da disputa de amistosos no exterior, principalmente países da África e Ásia. Depois do título do campeonato mineiro de 1977, o clube só voltaria a ganhar um título com o campeonato mineiro de 1984 e depois em 1987.

Multicampeão

Sob a administração da família Masci o Cruzeiro inaugurou a sede social do Barro Preto em 1985, onde era localizado o antigo estádio Juscelino Kubitschek, e também já funcionava a sede administrativa do clube em um prédio na Rua Guajajaras. E também marcou o início do ressurgimento do clube, com o vice-campeonato na Supercopa dos Campeões da Libertadores em 1988, perdendo para o Racing, da Argentina. Com o presidente César Masci, o Cruzeiro voltou a ter o respeito internacional, com as conquistas da Supercopa em 1991 e 1992. Em 1991, o rival foi novamente o River Plate, o mesmo de 1976. Após perder o primeiro jogo da decisão em Buenos Aires por 2 a 0, o Cruzeiro escreve mais uma página heróica em sua história vencendo a partida de volta no Mineirão por 3 a 0, com show de Charles, Boiadeiro e Mário Tilico. No ano seguinte, o rival foi outro argentino, agora o Racing. No primeiro jogo, no Mineirão, o Cruzeiro aplicou um sonoro 4 a 0, e mesmo perdendo a partida de volta em Avellaneda por 1 a 0, o Cruzeiro era bi-campeão da Supercopa.

Troféu da Supercopa, conquistada em 1991 e 1992

Já em 1993, o Cruzeiro vence a primeira das suas quatro Copas do Brasil. Na partida final, vitória sobre o Grêmio por 2 a 1 no Mineirão. Com o título, o Cruzeiro voltava a conquistar um título nacional após 27 anos. E no último ano da administração César Masci, o Cruzeiro contrata um promissor jogador do São Cristóvão do Rio de Janeiro, que viria a se tornar um fenômeno nos anos seguintes, Ronaldo. Ronaldo foi o artilheiro do Cruzeiro no Brasileiro de 1993 e ainda participou da campanha na Libertadores de 1994, participando inclusive da histórica vitória por 1 a 0 contra o Boca Juniors, em La Bombonera (foi a segunda derrota para um time brasileiro em casa na história do Boca; a primeira havia sido para o Santos, de Pelé, em 1963, e a terceira e última foi contra o Paysandu apenas em 2003).

Troféu da Copa do Brasil de 1993

Em 1995, Zezé Perrella chega à presidência do clube e, de cara, já conquista dois campeonatos oficiais, a Copa Ouro e a Copa Master. Em 1996, o Cruzeiro é novamente campeão da Copa do Brasil. Dessa vez, em outra partida memorável, contra o Palmeiras, no estádio Parque Antárctica (Palestra Itália), em São Paulo. O Palmeiras era considerado o melhor time do Brasil, na época. Tinha grandes jogadores como Rivaldo, Djalminha e Luizão. Na primeira partida, no Mineirão, empate em 1 a 1. No jogo de volta, o Palmeiras logo aos 5 minutos faz 1 a 0, com Luizão. Mas o Cruzeiro não se rendeu e conseguiu o empate ainda no primeiro tempo, após uma falha clamorosa de Amaral, que Roberto Gaúcho concluiu para o gol. A partir daí foi só pressão do Palmeiras. O goleiro Dida fez mais uma de suas exibições fantásticas e defendeu chutes praticamente impossíveis dos atacantes rivais. E num contra-ataque do Cruzeiro, aos 38 do segundo tempo, após uma bola cruzada, o goleiro Velloso solta a bola nos pés de Marcelo Ramos que marca o gol do título. O Cruzeiro era novamente campeão e foi recebido por mais de 100 mil pessoas nas ruas de Belo Horizonte.

Troféu da Copa do Brasil de 1996

A conquista da Copa do Brasil em 1996 leva o Cruzeiro novamente à Libertadores. Em 1997, o time azul cai num grupo com o Grêmio, campeão brasileiro do ano anterior, e os peruanos Alianza Lima e Sporting Cristal. Após três derrotas nos três primeiros jogos, o técnico Oscar Bernardi é demitido, sendo substituído por Paulo Autuori. Também chegam importantes contratações como o zagueiro Wilson Gottardo e o atacante Marcelo Ramos, que voltou após breve período no futebol holandês. O Cruzeiro consegue vencer os três jogos restantes no grupo e ainda classifica-se para a próxima fase como segundo no grupo. Nas oitavas de final, o Cruzeiro consegue a classificação contra o El Nacional, do Equador, nos pênaltis, com Dida fazendo duas defesas. Nas quartas de final novo embate com o Grêmio, e classificação no saldo de gols. Na semifinal o adversário foi o Colo-Colo, do Chile, e novamente Dida fez a diferença, defendendo mais dois pênaltis na casa do adversário. Na final, o adversário foi o mesmo Sporting Cristal da fase de grupos. O Cristal vinha com força pois havia eliminado forças argentinas como o Vélez Sársfield e o Racing. No primeiro jogo, empate em 0 a 0 em Lima. Na segunda partida, no Mineirão novamente com cerca de 100 mil pessoas, aos 30 do segundo tempo Elivélton acerta um chute de fora da área decretando o bi-campeonato da América para o Cruzeiro, isso sem se esquecer de mais inúmeras defesas difíceis feitas pelo goleiro Dida.

Réplica da Taça Libertadores de 1997

Apesar do título, peças importantes como o técnico Paulo Autuori e o meio-campo Palhinha saíram do time. E para a disputa do mundial, contra os campeões europeus, os alemães do Borussia Dortmund, o Cruzeiro fez a contratação temporária dos jogadores Bebeto, Gonçalves e Donizete “Pantera”, somente para a disputa do jogo. No dia 2 de dezembro de 1997, no Estádio Nacional de Tóquio, no Japão, nem mesmo o goleiro Dida conseguiu segurar os alemães e o Cruzeiro saiu derrotado por 2 a 0, e novamente foi vice-campeão mundial.

Em 1998, o Cruzeiro após uma campanha média durante o Campeonato Brasileiro, se classificou para a fase final na 7ª colocação. Mas ao eliminar Palmeiras e Portuguesa, conseguiu a vaga na final contra o Corinthians. O clube chegou a fazer 2 a 0 na primeira partida, no Mineirão, mas permitiu o empate com uma exibição única do atacante Dinei. No segundo jogo, em São Paulo, novo empate, dessa vez por 1 a 1. E na terceira partida, o Cruzeiro fez o que pode, mas acabou derrotado por 2 a 0, na despedida do goleiro Dida, sendo vice-campeão brasileiro pela quarta vez. Ainda em 1998, o Cruzeiro já havia sido tricampeão mineiro (1996, 1997 e 1998). Na campanha do tricampeonato, destaque para a final do campeonato de 1997, quando na partida final contra o Villa Nova, foi registrado o maior público da história do Mineirão, com 132 mil pessoas. No ano de 1998 o Cruzeiro conseguiu também dois vice-campeonatos perdendo para o Palmeiras a final da Copa do Brasil e da Copa Mercosul.

Em 1999, as Copas regionais ganham importância no futebol brasileiro, e o Cruzeiro acaba vencendo a Copa Centro-Oeste. O clube ainda venceria a Copa Sul Minas em 2001, ao vencer o Coritiba, e 2002, contra o Atlético Paranaense, na primeira despedida do ídolo argentino Juan Pablo Sorín, que ainda marcou o gol do título. Ainda em 1999, o Cruzeiro conquistou a Copa dos Campeões Mineiros, com uma goleada de 5 a 1 sobre o Atlético, maior vitória sobre o rival citadino até então.

No ano de 2000, o Cruzeiro conquista sua terceira Copa do Brasil, na memorável decisão contra o São Paulo. Na primeira partida, no Morumbi, empate em 0 a 0. Na segunda partida, qualquer empate com gols daria o título ao tricolor paulista. A situação ficou ruim para o Cruzeiro quando já no segundo tempo Marcelinho Paraíba abriu o placar para o time paulista aos 20 minutos. Aos 35 do segundo tempo, o atacante Fábio Júnior consegue o empate, após passe de Müller. E aos 45 do segundo tempo, num contra ataque, Geovanni partia sozinho contra o goleiro Rogério Ceni, quando foi derrubado próximo à área pelo zagueiro Rogério Pinheiro, que foi expulso. Na cobrança, Müller insistiu com Geovanni para que batesse a falta com um chute forte em cima da barreira. Com uma “ajudinha” dos jogadores do Cruzeiro, a barreira se abriu e o chute de Geovanni foi morrer no fundo das redes, uma das viradas mais sensacionais já vistas na história do Mineirão e do futebol brasileiro. Na saída de bola, o São Paulo foi para o ataque e o goleiro André ainda fez uma defesa milagrosa, relembrando Dida e assegurando o título para o Cruzeiro.

Troféu da Copa do Brasil de 2000

No ano de 2003, o irmão de Zezé, Alvimar Perrella, assume a presidência do Cruzeiro. No mesmo ano, o Cruzeiro inaugura mais duas obras monumentais: a Sede Administrativa, localizada na rua Timbiras, no bairro do Barro Preto, e a Toca da Raposa II, que dessa vez era um dos melhores centros de treinamento do mundo. Mas o ano de 2003 ficaria marcado mesmo pelas conquistas do time dentro de campo. Com Vanderlei Luxemburgo como técnico, o craque Alex comandando o time, e outros jogadores como Luisão, Cris, Deivid, Aristizábal, Maurinho, Leandro e Gomes, o Cruzeiro venceu o campeonato mineiro de forma invicta. Na Copa do Brasil, o quarto título, também invicto, derrotando o Flamengo na final, incluindo aí um gol de letra de Alex no Maracanã, e uma vitória marcante por 3 a 1 no jogo decisivo no Mineirão. Já no campeonato brasileiro, o primeiro da história disputado por pontos corridos, o Cruzeiro conseguiu o título com duas rodadas de antecedência, ao vencer o Paysandu por 2 a 1 no Mineirão, tornando-se campeão brasileiro novamente após 37 anos. Na campanha várias partidas merecem destaque, como as duas vitórias sobre o vice-campeão Santos, a vitória sobre o São Paulo no Morumbi, a vitória no clássico sobre o Atlético, o jogo da entrega da taça, 5 a 2 contra o Fluminense no Mineirão, e a goleada história de 7 a 0 contra o Bahia na última partida do campeonato. O Cruzeiro fez 100 pontos, marca que dificilmente será atingida novamente na história do campeonato, e marcou 102 gols durante o torneio.

Troféu da Copa do Brasil de 2003

Troféu do Campeonato Brasileiro de 2003

Após desentendimentos com a diretoria, Luxemburgo saiu do clube em 2004, mas mesmo assim o Cruzeiro conseguiu o tricampeonato mineiro (Supercampeonato de 2002, 2003 e 2004), fechando uma série de 15 anos conquistando um título por ano, algo somente conseguido na história do futebol mundial por equipes como Manchester United e Real Madrid. Desde então, o clube conquistou o campeonato mineiro em 2006, 2008 e 2009, sendo que nas duas últimas conquistas goleou o rival Atlético na primeira partida da final por 5 a 0, maior goleada contra o time alvinegro na história do confronto.

O 5º lugar no Campeonato Brasileiro de 2007 valeu para o Cruzeiro vaga na Libertadores de 2008. No torneio, o Cruzeiro avançou apenas até as oitavas de final, quando foi derrotado pelo Boca Juniors. No Brasileiro de 2008 o título chegou perto, ficando com o 3º lugar e novamente ganhando vaga para a Libertadores do ano seguinte. Em 2009, caiu num grupo com Estudiantes, da Argentina, Deportivo Quito, do Equador e Universitario de Sucre, da Bolívia. O Cruzeiro classificou-se em primeiro no grupo com apenas uma derrota e nas oitavas de final enfrentou o Universidad de Chile, vencendo as duas partidas. Nas quartas de final enfrentou o São Paulo, e novamente o Cruzeiro venceu as duas partidas. Na semifinal, foi a vez de desclassificar o Grêmio, com vitória no Mineirão e empate em Porto Alegre. Na final, novamente o Estudiantes de La Plata. Assim como em 1997, o Cruzeiro enfrentava na final um adversário da fase de grupos. Assim como em 1997, o Cruzeiro havia desclassificado o Grêmio. Assim como em 1997, o primeiro jogo da final, fora de casa, terminou em 0 a 0. Assim como em 1997, o Cruzeiro abriu o placar no jogo decisivo com um gol de fora da área já no segundo tempo. Mas de nada valeram superstições e estatísticas para o time argentino, que conseguiu a virada e impôs ao Cruzeiro a pior derrota de sua história. O Cruzeiro era vice-campeão da América pela segunda vez. Mas o time conseguiu se reerguer e com uma série de vitórias, deixou a zona de rebaixamento e terminou o Campeonato Brasileiro de 2009 em 4º lugar, novamente ganhando vaga na Libertadores.

Troféu original da Libertadores, em exibição no Mineirão durante a final de 2009

No ano de 2010, o clube parou nas quartas de final da Libertadores, sendo desclassificado pelo São Paulo. Mas isso permitiu ao time uma nova reação. Após a parada para a Copa do Mundo, em junho, o time emendou uma série de vitórias que o aproximou dos líderes Corinthians e Fluminense. Já no segundo turno, ao vencer o Fluminense em Uberlândia (o Mineirão está fechado para reformas para a Copa do Mundo de 2014) por 1 a 0, o Cruzeiro se manteve na liderança por duas rodadas. Até a última rodada, Cruzeiro, Corinthians e Fluminense ficaram bem próximos em numeração, chegando os três com uma diferença  de 1 ponto para cada: Fluminense em 1º, Corinthians em 2º e Cruzeiro em 3º. O Cruzeiro precisava vencer o Palmeiras em Sete Lagoas e torcer por empates dos rivais. O time celeste fez sua parte, ao vencer o Palmeiras de virada, com um gol no último minuto de jogo. Mas, o Fluminense que dependia apenas de si para ser campeão, venceu apertado o Guarani por 1 a 0 e sagrou-se campeão brasileiro. O Corinthians empatou com o Goiás em Goiânia por 1 a 1, e assim o Cruzeiro conseguiu o vice-campeonato brasileiro, o quinto de sua história.

Logotipo oficial dos 90 anos do Cruzeiro

Em 2011 o Cruzeiro chega aos 90 anos de história, na tentativa de conquistar dois tricampeonatos: da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, e alcançar também o único título de expressão que falta em sua imensa galeria de troféus: a Copa do Mundo de Clubes, que neste ano volta a ser disputada no Japão. O Cruzeiro completa 90 anos de uma história grandiosa, construída pelos inúmeros títulos conquistados dentro de campo, pela paixão dos mais de oito milhões de torcedores e pela importância que tem no futebol brasileiro e sul-americano. Em 2011, mais páginas heróicas imortais serão escritas.

Fontes adicionais: Site oficial do Cruzeiro, Cruzeiro.org, página do Cruzeiro na Wikipédia.


Método de classificação de clubes brasileiros para a Libertadores

27/09/2010

Para a Libertadores de 2011, a Conmebol mudou o método de classificação para os clubes brasileiros na Copa Libertadores. A partir do ano que vem, como o campeão da Copa Sulamericana ganha vaga na primeira fase do torneio (conhecida como Pré-Libertadores), o clube que tem o atual campeão (no caso o Brasil, com o Internacional) perde uma das vagas nacionais. Na prática, a última vaga do Brasil, que normalmente pertence ao 4º colocado do Brasileirão, passa a ser do 3º colocado. O Brasil, que teria 6 vagas no ano que vem (o Inter, o Santos – campeão da Copa do Brasil, mais os 4 primeiros do Brasileiros), só terá 5. A única forma de o Brasil ter 6 vagas é tendo um clube campeão da Copa Sulamericana (Atlético Mineiro, Avaí, Goiás e Palmeiras ainda estão na disputa).

O critério de classificação dos clubes brasileiros para a Libertadores mudou bastante ao longo dos anos. Nas Libertadores 1960 a 1965 a vaga era do campeão da Taça Brasil do ano anterior. Em 1966 a Confederação Sulamericana também premiou os vice-campeões de cada país com uma vaga. O Brasil e a Colômbia, porém, não concordaram com essa regra e nenhum clube brasileiro disputou a competição nesse ano. Já em 1967 e 1968 participaram o campeão e o vice da Taça Brasil dos anos imediatamente anteriores.

Para as Libertadores de 1969 o Brasil não enviou representante pois a Taça Brasil de 1968 não terminaria a tempo do início do torneio sulamericano. Já na Libertadores de 1970, os clubes brasileiros alegaram que o calendário da competição poderia atrapalhar a preparação da Seleção para a Copa do Mundo de 1970, além do fato da violência dos clubes estrangeiros, que poderia lesionar alguns dos craques nacionais.

A partir da Libertadores de 1971 a classificação fica mais regular, classificando o campeão e o vice-campeão brasileiro dos anos anteriores (1971 – Robertão, 1972 a 1975 – Campeonato Nacional, 1976 a 1980, 1985 e 1988 – Copa Brasil (não confundir com a Copa do Brasil), 1981 a 1984 e 1986 – Taça de Ouro, 1989 – Copa União. Para a Libertadores de 1988, os representantes brasileiros foram Sport e Guarani, que venceram o quadrangular proposto pela CBF para definir o campeão brasileiro de 1987, uma vez que Flamengo e Internacional se recusaram a participar e perderam por W.O..

Com a criação da Copa do Brasil em 1989, o vice-campeão brasileiro perdeu importância. Das Libertadores de 1990 a 1999, os representantes brasileiros eram o campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil. A Libertadores de 2000 aumentou o número de participantes e consequentemente o número de clubes brasileiros na competição também aumentou, passando de 2 para 4 vagas. Em 2000, além do campeão e do vice-campeão brasileiros, e do campeão da Copa do Brasil de 1999, também representou o Brasil o campeão da chamada Seletiva da Libertadores. Esta foi um torneio no estilo mata-mata com os clubes que iam sendo eliminados no Campeonato Brasileiro de 1999.

Para as Libertadores de 2001 a 2003, porém, extingue-se a Seletiva da Libertadores, sendo a 4ª vaga brasileira ocupada pelo campeão da Copa dos Campeões, que foi um torneio que reunia os campeões das copas regionais (Rio-São Paulo, Centro-Oeste, Sul-Minas, Nordestão e Copa Norte). Nas Libertadores de 2004 a 2010 o Brasil passa a ter direito a 5 vagas, sendo os quatro primeiros colocados do Campeonato Brasileiro (desde 2003 disputado por pontos corridos) e o campeão da Copa do Brasil. Nos anos em que o campeão da Libertadores e/ou o campeão da Copa do Brasil termina entre os 4 primeiros do Brasileirão, o clube posicionado imediatamente abaixo ganha a vaga.

Ano

Mérito

Clube

Partic.

1960

Campeão da Taça Brasil 1959

Bahia

1

1961

Campeão da Taça Brasil 1960

Palmeiras

1

1962

Campeão da Taça Brasil 1961

Santos

1

1963

Campeão da Taça Brasil 1962

Santos

2

Campeão da Libertadores 1962

* Vice-campeão da Taça Brasil 1962

Botafogo

1

1964

Campeão da Taça Brasil 1963

Santos

3

Campeão da Libertadores 1963

* Vice-campeão da Taça Brasil 1963

Bahia

2

1965

Campeão da Taça Brasil 1964

Santos

4

1966

Sem representante brasileiro. Seriam:

Campeão da Taça Brasil 1965

Santos

X

Vice-campeão da Taça Brasil 1965

Vasco

X

1967

Campeão da Taça Brasil 1966

Cruzeiro

1

Vice-campeão da Taça Brasil 1966

Santos

5

1968

Campeão da Taça Brasil 1967

Palmeiras

2

Vice-campeão da Taça Brasil 1967

Náutico

1

1969

Sem representante brasileiro. Seriam:

Campeão do Torneio R. G. Pedrosa 1968

Santos

X

Vice-campeão do Torneio R. G. Pedrosa 1968

Internacional

X

1970

Sem representante brasileiro. Seriam:

Campeão do Torneio R. G. Pedrosa 1969

Palmeiras

X

Vice-campeão do Torneio R. G. Pedrosa 1969

Cruzeiro

X

1971

Campeão do Torneio R. G. Pedrosa 1970

Fluminense

1

Vice-campeão do Torneio R. G. Pedrosa 1970

Palmeiras

3

1972

Campeão do Campeonato Nacional 1971

Atlético MG

1

Vice-campeão do Campeonato Nacional 1971

São Paulo

1

1973

Campeão do Campeonato Nacional 1972

Palmeiras

4

Vice-campeão do Campeonato Nacional 1972

Botafogo

2

1974

Campeão do Campeonato Nacional 1973

Palmeiras

5

Vice-campeão do Campeonato Nacional 1973

São Paulo

2

1975

Campeão do Campeonato Nacional 1974

Vasco

1

Vice-campeão do Campeonato Nacional 1974

Cruzeiro

2

1976

Campeão da Copa Brasil 1975

Internacional

1

Vice-campeão da Copa Brasil 1975

Cruzeiro

3

1977

Campeão da Libertadores 1976

Cruzeiro

4

Campeão da Copa Brasil 1976

Internacional

2

Vice-campeão da Copa Brasil 1976

Corinthians

1

1978

Campeão da Copa Brasil 1977

São Paulo

3

Vice-campeão da Copa Brasil 1977

Atlético MG

2

1979

Campeão da Copa Brasil 1978

Guarani

1

Vice-campeão da Copa Brasil 1978

Palmeiras

6

1980

Campeão da Copa Brasil 1979

Internacional

3

Vice-campeão da Copa Brasil 1979

Vasco

2

1981

Campeão da Taça de Ouro 1980

Flamengo

1

Vice-campeão da Taça de Ouro 1980

Atlético MG

3

1982

Campeão da Libertadores 1981

Flamengo

2

Campeão da Taça de Ouro 1981

Grêmio

1

Vice-campeão da Taça de Ouro 1981

São Paulo

4

1983

Campeão da Taça de Ouro 1982

Flamengo

3

Vice-campeão da Taça de Ouro 1982

Grêmio

2

1984

Campeão da Libertadores 1983

Grêmio

3

Campeão da Taça de Ouro 1983

Flamengo

4

Vice-campeão da Taça de Ouro 1983

Santos

6

1985

Campeão da Copa Brasil 1984

Fluminense

2

Vice-campeão da Copa Brasil 1984

Vasco

3

1986

Campeão da Taça de Ouro 1985

Coritiba

1

Vice-campeão da Taça de Ouro 1985

Bangu

1

1987

Campeão da Copa Brasil 1986

São Paulo

5

Vice-campeão da Copa Brasil 1986

Guarani

2

1988

Campeão da Copa Brasil 1987

Sport

1

Vice-campeão da Copa Brasil 1987

Guarani

3

1989

Campeão da Copa União 1988

Bahia

3

Vice-campeão da Copa União 1988

Internacional

4

1990

Campeão do Campeonato Brasileiro 1989

Vasco

4

Campeão da Copa do Brasil 1989

Grêmio

4

1991

Campeão do Campeonato Brasileiro 1990

Corinthians

2

Campeão da Copa do Brasil 1990

Flamengo

5

1992

Campeão do Campeonato Brasileiro 1991

São Paulo

6

Campeão da Copa do Brasil 1991

Criciúma

1

1993

Campeão da Libertadores 1992

São Paulo

7

Campeão do Campeonato Brasileiro 1992

Flamengo

6

Campeão da Copa do Brasil 1992

Internacional

5

1994

Campeão da Libertadores 1993

São Paulo

8

Campeão do Campeonato Brasileiro 1993

Palmeiras

7

Campeão da Copa do Brasil 1993

Cruzeiro

5

1995

Campeão do Campeonato Brasileiro 1994

Palmeiras

8

Campeão da Copa do Brasil 1994

Grêmio

5

1996

Campeão da Libertadores 1995

Grêmio

6

Campeão do Campeonato Brasileiro 1995

Botafogo

3

Campeão da Copa do Brasil 1995

Corinthians

3

1997

Campeão do Campeonato Brasileiro 1996

Grêmio

7

Campeão da Copa do Brasil 1996

Cruzeiro

6

1998

Campeão da Libertadores 1997

Cruzeiro

7

Campeão do Campeonato Brasileiro 1997

Vasco

5

Campeão da Copa do Brasil 1997

Grêmio

8

1999

Campeão da Libertadores 1998

Vasco

6

Campeão do Campeonato Brasileiro 1998

Corinthians

4

Campeão da Copa do Brasil 1998

Palmeiras

9

2000

Campeão da Libertadores 1999

Palmeiras

10

Campeão do Campeonato Brasileiro 1999

Corinthians

5

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 1999

Atlético MG

4

Campeão da Copa do Brasil 1999

Juventude

1

Campeão da Seletiva da Libertadores 1999

Atlético PR

1

2001

Campeão da Copa João Havelange 2000

Vasco

7

Vice-campeão da Copa João Havelange 2000

São Caetano

1

Campeão da Copa do Brasil 2000

Cruzeiro

8

Campeão da Copa dos Campeões 2000

Palmeiras

11

2002

Campeão do Campeonato Brasileiro 2001

Atlético PR

2

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2001

São Caetano

2

Campeão da Copa do Brasil 2001

Grêmio

9

Campeão da Copa dos Campeões 2001

Flamengo

7

2003

Campeão do Campeonato Brasileiro 2002

Santos

7

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2002

Corinthians

6

Campeão da Copa do Brasil 2002

* 3º colocado do Campeonato Brasileiro 2002

Grêmio

10

Campeão da Copa dos Campeões 2002

Paysandu

1

2004

Campeão do Campeonato Brasileiro 2003

Cruzeiro

9

Campeão da Copa do Brasil 2003

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2003

Santos

8

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2003

São Paulo

9

4º colocado do Campeonato Brasileiro 2003

São Caetano

3

* 5º colocado do Campeonato Brasileiro 2003

Coritiba

2

2005

Campeão do Campeonato Brasileiro 2004

Santos

9

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2004

Atlético PR

3

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2004

São Paulo

10

4º colocado do Campeonato Brasileiro 2004

Palmeiras

12

Campeão da Copa do Brasil 2004

Santo André

1

2006

Campeão da Libertadores 2005

São Paulo

11

Campeão do Campeonato Brasileiro 2005

Corinthians

7

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2005

Internacional

6

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2005

Goiás

1

4º colocado do Campeonato Brasileiro 2005

Palmeiras

13

Campeão da Copa do Brasil 2005

Paulista

1

2007

Campeão da Libertadores 2006

Internacional

7

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2006

Campeão do Campeonato Brasileiro 2006

São Paulo

12

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2006

Grêmio

11

4º colocado do Campeonato Brasileiro 2006

Santos

10

* 5º colocado do Campeonato Brasileiro 2006

Paraná

1

Campeão da Copa do Brasil 2006

Flamengo

8

2008

Campeão do Campeonato Brasileiro 2007

São Paulo

13

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2007

Santos

11

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2007

Flamengo

9

4º colocado do Campeonato Brasileiro 2007

Fluminense

3

Campeão da Copa do Brasil 2007

* 5º colocado do Campeonato Brasileiro 2007

Cruzeiro

10

2009

Campeão do Campeonato Brasileiro 2008

São Paulo

14

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2008

Grêmio

12

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2008

Cruzeiro

11

4º colocado do Campeonato Brasileiro 2008

Palmeiras

14

Campeão da Copa do Brasil 2008

Sport

2

2010

Campeão do Campeonato Brasileiro 2009

Flamengo

10

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2009

Internacional

8

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2009

São Paulo

15

4º colocado do Campeonato Brasileiro 2009

Cruzeiro

12

Campeão da Copa do Brasil 2009

Corinthians

8

2011

Campeão da Libertadores 2010

Internacional

9

Campeão do Campeonato Brasileiro 2010

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro 2010

3º colocado do Campeonato Brasileiro 2010


colocado do Campeonato Brasileiro 2010

Campeão da Copa do Brasil 2010

Santos

12


Corinthians 100 anos

01/09/2010

Escudo Corinthians 1910Escudo CorinthiansHoje, 1 de setembro de 2010, completa 100 anos um dos maiores clubes de futebol do Brasil: o Sport Club Corinthians Paulista. O clube foi fundado em 1910 por um grupo de operários, que queriam um time popular para defrontar os clubes de elite que já existiam na cidade de São Paulo. O nome foi escolhido em homenagem ao clube inglês Corinthian Football Club, que na época havia feito uma excursão ao Brasil (em 1939 o Corinthian F. C. fundiu-se com o Casuals F. C., formando o Corinthian-Casuals Football Club, clube que existe até hoje e joga uma divisão regional na Inglaterra).

Projeto do novo estádio do Corinthians

Projeto do novo estádio do Corinthians

O Corinthians tradicionalmente manda seus jogos no estádio do Pacaembu, em São Paulo, mas também já mandou jogos no Estádio Parque São Jorge, a Fazendinha ou Alfredo Schrürig. Nas comemorações do Centenário, o clube anunciou a construção de um estádio próprio, coisa que os rivais municipais já possuem (Palmeiras – Palestra Itália e São Paulo – Morumbi). O estádio tem previsão para inauguração em 2013 e a intenção é de que seja palco de partidas da Copa do Mundo de 2014, incluindo a abertura.

O Corinthians foi o primeiro clube a conquistar o Mundial de Clubes, desde que começou a ser organizado pela FIFA, em 2000. Essa conquista, contudo, é bastante contestada pelos torcedores rivais, uma vez que o clube só participou do torneio uma vez que era representante do país-sede, como atual campeão nacional, e não foi campeão continental, ou seja, da Taça Libertadores da América. A Libertadores, por sinal, é o maior sonho de consumo da torcida corinthiana.

Camisa comemorativa do centenário do Corinthians

Dentre outros títulos que o Corinthians conquistou estão: 4 Campeonatos Brasileiros (1990, 1998, 1999 e 2005 – este último marcado pelos escândalos de arbitragem que anularam alguns jogos), 3 Copas do Brasil (1995, 2002 e 2009), 1 Brasileiro da Segunda Divisão (2008), 1 Supercopa do Brasil (1991), 5 Torneios Rio-São Paulo (1950, 1953, 1954, 1966 e 2002) e 26 Campeonatos Paulistas (o título de 1977 encerrou um jejum de 23 anos sem conquistas).

A torcida do Corinthians é considerada a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para o Flamengo.


Escudos históricos: SC Internacional

18/03/2010

Depois de tanto tempo sem postar, volto com uma nova série de posts. Dessa vez é a “Escudos históricos” onde pretendo disponibilizar, em arquivo CorelDraw, ou seja, em vetor, os escudos através do tempo dos clubes de futebol.

Para começar, um dos maiores clubes do Brasil e que completou 100 anos no ano passado, o Internacional de Porto Alegre.

Desde sua fundação, o escudo do Inter sofreu pelo menos duas grandes alterações: uma na década de 1980, com a remodelação das letras SCI, e uma no ano passado, ano do centenário do clube, com a adição do nome e do ano de fundação ao escudo. Tirando isso, outras mudanças aconteceram em 1978, quando foram adicionadas as estrelas dos Campeonatos Brasileiros de 1975 e 1976; em 1980, com a adição da estrela e das folhas de louro relativos ao Campeonato Brasileiro invicto de 1979; em 1983, com os ramos retirados; em 1993, com a adição da estrela relativa à Copa do Brasil de 1992; em 2006, com a adição de uma estrela maior, referente à conquista da Libertadores naquele mesmo ano; em 2007, com a adição de uma estrela maior ainda e prateada, relativa à conquista do Mundial do ano anterior; no segundo semestre de 2007, após a conquista da Recopa Sulamericana, com a saída de todas as estrelas e o surgimento da coroa, relativa à Tríplice Coroa (Libertadores 2006, Mundial 2006 e Recopa 2007), e os ramos prateados, novamente lembrando a conquista invicta do Brasileiro de 1979.

Para baixar o arquivo em Corel, formato cdr, clique AQUI.


Brasileiros na Pré-Libertadores

26/01/2010

Começa hoje a 51ª edição da Copa Libertadores da América, a maior competição interclubes do continente sulamericano. As partidas de hoje, entre Deportivo Táchira (VEN) x Libertad (PAR) e Colón (ARG) x Universidad Católica (CHI), são válidas pela Primeira Fase da Libertadores, um estágio preliminar que indicará mais seis clubes para a Segunda Fase do torneio, que é a tradicional fase de grupos.

Palmeiras A primeira edição em que ocorreu essa disputa mata-mata para indicar clubes para a fase de grupos foi em 2005. Nesta edição, o Palmeiras, quarto colocado no Campeonato Brasileiro de 2004, teve de enfrentar o Tacuary, do Paraguai. Empate no primeiro jogo por 2 a 2, e vitória palmeirense em casa por 2 a 0. Com a classificação, o Palmeiras caiu no grupo 4, onde estava o também brasileiro Santo André, campeão da Copa do Brasil do ano anterior. O Palmeiras, porém, foi desclassificado pelo futuro campeão São Paulo nas oitavas de final. O Guadalajara, do México, também classificado através da fase preliminar, chegou até as semifinais da competição, sendo eliminado pelo Atlético Paranaense.

GoiásEm 2006, com o São Paulo sendo o atual campeão, o Brasil ganhou mais uma vaga na Libertadores (seis). Assim, dois brasileiros tiveram de disputar a fase preliminar. O Goiás, terceiro colocado do Brasileirão, enfrentou o Deportivo Cuenca, do Equador. Empatou fora de casa por 1 a 1, mas venceu no Serra Dourada por 3 a 0. O Palmeiras, quarto colocado do Brasileiro, participou pela segunda vez consecutiva da fase preliminar, enfrentando dessa vez o Deportivo Táchira. Venceu os dois jogos, no Palestra Itália por 2 a 0 e na Venezuela por 4 a 2. Os dois alviverdes avançaram somente até as oitavas de final, quando o Goiás foi eliminado pelo Estudiantes de La Plata, da Argentina, e o Palmeiras, de novo, pelo São Paulo. O Guadalajara, que novamente também veio da fase preliminar, novamente foi eliminado nas semifinais e novamente pelo brasileiro que seria o vice-campeão do torneio, agora o São Paulo.

SantosParanáEm 2007, com o Internacional defendendo o título, o Brasil teve de novo seis participantes na Libertadores, com dois deles participando da fase preliminar. O Santos, quarto colocado no Brasileiro 2006, enfrentou o Blooming, da Bolívia, e venceu os dois jogos: 1 a 0 fora de casa e 5 a 0 na Vila Belmiro. O Paraná, quinto colocado no Brasileiro 2006, também se saiu bem contra o Cobreloa, do Chile. Venceu por 2 a 0 fora de casa e empatou por 1 a 1 em Curitiba. O Santos conseguiu chegar até as semifinais, quando foi eliminado pelo Grêmio. Já o Paraná parou nas oitavas de final, contra o Libertad, do Paraguai.

CruzeiroEm 2008, a fase preliminar da Libertadores passou a se chamar Primeira Fase, e a fase de grupos Segunda Fase. Mas o sistema continuou o mesmo, e o Cruzeiro, quinto colocado no Brasileirão 2007, teve de enfrentar o Cerro Porteño, do Paraguai. Se saiu bem, com duas vitórias: 3 a 1 no Mineirão e 3 a 2 no Defensores del Chaco. O Cruzeiro chegaria até as oitavas de final, quando foi eliminado pelo Boca Juniors. O que foi mais longe dos times que saíram da fase preliminar foi o Atlas, do México, que foi eliminado nas quartas de final, também pelo Boca.

Real PotosíEm 2009, pela terceira vez o Palmeiras teve de disputar a fase preliminar da competição, agora como quarto colocado no Brasileiro de 2008. O adversário da vez foi o Real Potosí, da Bolívia. O Verdão venceu em casa por 5 a 1 e nem a altitude de 4000 metros foi capaz de impedir uma nova vitória dos brasileiros, por 2 a 0. O Palmeiras chegou até as quartas de final, quando foi eliminado pelo Nacional, do Uruguai. E em 2009, pela primeira vez, um clube que saiu da fase preliminar conseguiu se sagrar campeão. Foi o Estudiantes de La Plata, da Argentina, que venceu o Cruzeiro na final.

Em 2010, o Cruzeiro enfrentará a fase preliminar pela segunda vez, como quarto colocado no Brasileiro do ano passado. E o Real Potosí é novamente adversário de um clube brasileiro, como no ano passado. Dessa vez, porém, o primeiro jogo é na Bolívia e o segundo no Brasil.


Cruzeiro 89 anos

02/01/2010

Há exatos 89 anos, em 2 de janeiro de 1921, uma reunião num prédio na Rua dos Caetés, no centro de Belo Horizonte, com cerca de cem desportistas de origem italiana fundava a Societá Sportiva Palestra Itália. Era o início daquele que se tornaria um dos nove principais clubes de futebol do Brasil, reconhecido internacionalmente, o Cruzeiro Esporte Clube. A ideia havia surgido em 1916, quando foi formado um combinado de jogadores de origem italiana em Belo Horizonte para a disputa de amistosos. Muitos dos jogadores eram vinculados ao Yale Athletic Club, o primeiro clube com jogadores ítalo-brasileiros na capital mineira. Daí a confusão ao dizer que o Yale deu origem ao Palestra. 13 jogadores saídos do Yale formaram o primeiro plantel do Palestra em 1921, que também contou com jogadores vindos do Atlético, Guarany e Ipanema. Os jogadores do Palestra eram em sua maioria também operários, moradores das regiões externas à Avenida do Contorno, na época o subúrbio da cidade. O primeiro estatuto do clube foi solicitado por correio ao Palestra de São Paulo, atual Palmeiras, e aprovado por unanimidade, excluindo-se apenas o item que exigia participação exclusiva do pessoas com origem italiana, o que fez o Palestra mineiro aumentar sua popularidade rapidamente.

A primeira partida do clube aconteceu em 3 de abril de 1921, contra um combinado entre o Villa Nova e o Palmeiras, ambos de Nova Lima. A partida no estádio do Prado Mineiro (atual sede do Batalhão da Polícia Militar de MG, no bairro Prado) terminou 2 a 0 para os palestrinos. Duas semanas depois, em 17 de abril, o primeiro clássico contra o Atlético. Nova vitória do Palestra, dessa vez por 3 a 0, também no estádio do Prado. O primeiro título veio em 1927, mas era referente ao Campeonato da Cidade de 1926, após a vitória de 10 a 1 sobre o Grêmio, de Belo Horizonte.

Em agosto de 1942 um decreto federal exigiu a extinção de todos aqueles itens que faziam referência aos países inimigos do Brasil na Segunda Guerra Mundial, entre eles a Itália. Dessa forma, em 2 de outubro, foi anunciado que o Palestra mineiro passaria a se chamar Ypiranga, em homenagem à independência do Brasil. Em 4 de outubro o clube disputou uma partida contra o Atlético, perdendo por 2 a 1, mas com o nome oficial ainda Palestra Itália. Na assembleia do dia 7 de outubro, foi sugerido o nome de Cruzeiro Esporte Clube e a adoção das cores azul e branco.

O Cruzeiro crescia rapidamente e aos poucos deixava de ser a terceira força do futebol mineiro para se tornar a primeira. A década de 1960 foi um marco na história do Cruzeiro e representou uma época de grandes feitos e conquistas de um time, que recebeu o nome de academia. A equipe de  Raul, Zé Carlos, Piazza, Natal, Tostão entre outros, conquistou o Brasil com duas vitórias sobre o Santos. Na decisão, duas vitórias memoráveis sobre o time de Pelé – 6 x 2, em 30 de novembro, no Mineirão, e 3 x 2, no dia 7 de dezembro, no Pacaembu.

Já na década de 1970, a segunda academia do Cruzeiro ficou marcada pelo título da Copa Libertadores. O adversário da final foi o River Plate, da Argentina. No primeiro confronto, em 21 de julho, o Cruzeiro aplicou 4 x 1, em Belo Horizonte. No segundo, no dia 28 do mesmo mês, perdeu de 2 x 1, em Buenos Aires. Mas dois dias depois, no tira-teima decisivo, em Santiago, no Chile, a equipe estrelada ganhou por 3 x 2 e levantou o troféu da competição.

Após um período difícil na década de 1980, sem grandes conquistas, a torcida azul voltou a sorrir em 1991, quando time celeste venceu a Supercopa, novamente levando a melhor sobre o River Plate. No ano seguinte, o torneio ficou mais uma vez nas mãos cruzeirenses, batendo outro clube argentino, o Racing.

Em 1997, veio o bicampeonato da Copa Libertadores. Na partida de ida da decisão, houve empate sem gols com o Spoting Cristal, do Peru, em 6 de agosto. Dali sete dias, no Mineirão, o Cruzeiro bateu o adversário por 1 x 0, dando início a mais uma belíssima festa da china azul.

O time estrelado tornou-se o maior vencedor da Copa do Brasil. Ao lado do Grêmio, detêm quatro conquistas da competição, vencendo as edições de 1993, 1996, 2000 e 2003. Neste último ano, inclusive, a equipe mineira conseguiu ainda os campeonatos Mineiro e Brasileiro, ganhando a denominação de campeão da Tríplice Coroa.

Para 2010, o Cruzeiro buscará o tricampeonato da Copa Santander Libertadores, um feito que quase conseguiu no ano passado. Para isso, o Clube aposta na manutenção da base e no terceiro ano seguido do técnico Adilson Batista à frente do bicampeão Mineiro.

Cruzeiro

Fontes: site oficial do Cruzeiro e Almanaque do Cruzeiro


Supercopa do Brasil

28/11/2009

Como é comum em grandes países europeus, para marcar o início da temporada de futebol, há um confrontamento entre os campeões do campeonato e da copa nacionais da temporada anterior. É a chamada Super Copa. Exemplo: na Supercopa de España enfrentam-se o campeão espanhol e o campeão da Copa do Rei, em partidas de ida e volta. Na Supercoppa Italiana enfrentam-se os campeões italiano e da Copa da Itália, em partida única. Nesse ano, inclusive, a partida entre Lazio (Copa) e Inter (Campeonato) aconteceu no “Ninho de Pássaro”, o Estádio Olímpico de Pequim.

Mas as supercopas não ficam restritas a países. Na própria Europa, acontece a Supercopa Europeia, onde o campeão da UEFA Champions League enfrenta o campeão da UEFA Europa League (a ex-Copa da UEFA), também em partida única. Na Conmebol, todo meio de temporada há a Recopa Sulamericana, onde o campeão da Copa Libertadores enfrenta o campeão da Copa Sulamericana. Antes da Copa Sulamericana, o campeão da Libertadores enfrentava o campeão da Supercopa Sulamericana, entre 1989 e 1998 (competição que reunia os campeões da Libertadores de todos os tempos).

Tudo isso para falar que no Brasil também já aconteceu uma Supercopa Brasileira. Aconteceram duas edições oficiais e uma não-oficial. Em 1990, Grêmio (campeão da Copa do Brasil de 1989) e Vasco (campeão brasileiro de 1989) se confrontaram pelo título. Naquela época, a Libertadores só mandava dois clubes de cada país, no caso brasileiro, o campeão do campeonato e da copa. E ambos sempre caíam no mesmo grupo do maior torneio sulamericano. Ou seja, os campeões obrigatoriamente se enfrentariam. E assim aconteceu. Em partidas válidas pela primeira fase da Libertadores 1990, Vasco e Grêmio se enfrentaram. Na primeira partída, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Grêmio venceu por 2 a 0, com gols de Nilton e Darci. No segundo jogo, no estádio de São Januário, no Rio, a partida terminou 0 a 0, dando o título para o clube gaúcho. Mas ao final do jogo, os gremistas comemoraram e ficaram esperando a taça da CBF, que não foi entregue até hoje.

Em janeiro de 1991, aconteceu a segunda edição da Supercopa. Flamengo (campeão da Copa do Brasil de 1990) e Corinthians (campeão brasileiro de 1990) se enfrentaram em partida única. O jogo foi disputado no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e os corinthianos venceram por 1 a 0, gol de Neto. Dessa vez, houve entrega de taça.

Em agosto de 1992 houve uma terceira Supercopa, dessa vez não-oficial. Foi chamada de Taça Brahma dos Campeões e nela jogaram o Flamengo (campeão brasileiro do próprio ano de 1992) e o Paraná (campeão da segunda divisão do mesmo ano). A partida terminou em 2 a 2 e o Flamengo venceu nos pênaltis por 4 a 3. Também houve entrega de taça.

A partir daí, nunca mais houve Supercopa do Brasil. Sendo assim resolvi fazer uma simulação dos confrontos que aconteceriam.

1992: Confrontos pela primeira fase da Libertadores 1992:
Criciúma 3×0 São Paulo
São Paulo 4×0 Criciúma
São Paulo campeão

1993: Primeira fase da Libertadores 1993
Internacional 0x0 Flamengo
Flamengo 3×1 Internacional
Flamengo campeão

1994: Primeira fase da Libertadores 1994
Palmeiras 2×0 Cruzeiro
Cruzeiro 2×1 Palmeiras
Palmeiras campeão

1995: Primeira fase da Libertadores 1995
Palmeiras 3×2 Grêmio
Grêmio 0x0 Palmeiras
Palmeiras campeão

1996: Primeira fase da Libertadores 1996
Corinthians 3×0 Botafogo
Botafogo 1×1 Corinthians
Corinthians campeão

1997: Primeira fase da Libertadores 1997
Cruzeiro 1×2 Grêmio
Grêmio 0x1 Cruzeiro
Nessa simulação, o Grêmio seria campeão pelo critério de gols marcados fora de casa.
1997: Quartas de final da Libertadores 1997
Cruzeiro 2×0 Grêmio
Grêmio 2×1 Cruzeiro
Aqui o Cruzeiro seria campeão pelo saldo de gols.

1998: Primeira fase da Libertadores 1998
Grêmio 1×0 Vasco
Vasco 3×0 Grêmio
Vasco campeão

1999: Primeira fase da Libertadores 1999
Palmeiras 1×0 Corinthians
Corinthians 2×1 Palmeiras
Nessa simulação, o Palmeiras seria campeão pelo critério de gols marcados sem o mando. Mas os dois jogos aconteceram no Morumbi, teoricamente estádio neutro, então fica a dúvida.
1999: Quartas de final da Libertadores 1999
Palmeiras 2×0 Corinthians
Corinthians 2×0 Palmeiras (Corinthians 2×4 Palmeiras nos pênaltis)
Nessa simulação, o Palmeiras seria campeão nos pênaltis.

A partir do ano 2000, o Brasil ganhou mais vagas na Libertadores, então os campeões da Copa e do campeonato não caíram no mesmo grupo.

2000: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2000 – Turno único
Corinthians 1×2 Juventude
Juventude campeão

2001: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2001 – Turno único
Vasco 3×0 Cruzeiro
Vasco campeão

2002: Primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2002 – Turno único
Grêmio 2×1 Atlético-PR
Grêmio campeão

2003: Campeonato Brasileiro de 2003, dois turnos
Corinthians 1×1 Santos
Santos 3×1 Corinthians
Santos campeão

2004:
Cruzeiro campeão, pois ganhou a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro em 2003.

2005: Primeira fase do Campeonato Paulista de 2005 – Turno único
Santo André 3×2 Santos
Santo André campeão

2006: Primeira fase do Campeonato Paulista de 2006 – Turno único
Corinthians 2×2 Paulista
Necessitaria de uma disputa de pênaltis

2007: Campeonato Brasileiro de 2007, dois turnos
São Paulo 0x0 Flamengo
Flamengo 1×0 São Paulo
Flamengo campeão

2008: Campeonato Brasileiro de 2008, dois turnos
Fluminense 3×1 São Paulo
São Paulo 1×1 Fluminense
Fluminense campeão

2009: Campeonato Brasileiro de 2009, dois turnos
Sport 1×2 São Paulo
A segunda partida será no próximo dia 6/12, pela última rodada. O São Paulo será campeão de dois torneios em um jogo só ou sequer disputará a Supercopa novamente no ano que vem, ficando mais um ano na fila?

Atualizado: São Paulo 4×0 Sport – São Paulo campeão