Patrocinadores oficiais da Copa do Mundo

20/06/2010

A história de patrocínio nas Copas do Mundo começa no México, em 1970. Naquele ano, porém, as placas de publicidade não ficavam na lateral do campo, como é comum hoje em dia, mas no muro que separava a arquibancada do gramado. Já na Copa de 1974 as placas de publicidade foram para a lateral do gramado, embora em alguns jogos, também em 1978, existissem placas até na parte de trás do gramado, atrás dos gols.

Na Copa de 2002, uma novidade: a placa que fica no centro do campo passa a mostrar o nome da cidade em que ocorre a partida. E agora na Copa de 2010, mais uma novidade: as placas de publicidade passaram a ser eletrônicas. Assim, a publicidade fica muito mais flexível, alternando os patrocinadores que aparecem nas placas durante todo o jogo. A placa central, por exemplo, agora alterna entre os dizeres “2010 FIFA World Cup”, o nome da cidade e o nome do estádio. As marcas também ficam mais maleáveis. O McDonald’s alterna entre o nome da empresa e seu slogan “I’m lovin’ it”. A empresa automobilística sul-coreana Hyundai alterna entre a própria marca e a marca de outra empresa automobilística de sua propriedade,a Kia Motors e seu carro Kia Soul. E existem também as empresas que variam as marcas de acordo com a seleção que está jogando. A cervejaria Anheuser-Busch InBev coloca sua Budweiser como patrocinadora oficial da Copa no site da FIFA, aparecendo esta marca na grande maioria das partidas do Mundial. Mas nos jogos do Brasil, a marca que aparece é da cerveja Brahma; nos jogos da Argentina, a Quilmes; nos jogos da Holanda, a Jupiler; nos jogos da Alemanha, a Hasseröder; nos jogos do Japão, a Harbin Beer. Quase da mesma forma acontece com a empresa alimentícia Grupo Marfrig. Sua marca Seara aparece em todas as partidas, mas quando jogam determinadas seleções aparece acompanhada de outras marcas do grupo: Paty (Argentina, Paraguai e Chile), Moy Park (Holanda e Inglaterra), Pemmican (Estados Unidos).

Confira os patrocinadores de cada Copa do Mundo, desde 1982:

COPA DE 2010 – ÁFRICA DO SUL

Parceiros da FIFA
adidas
Coca-Cola – com as marcas Coca-Cola e Powerade
Emirates Airlines – com o slogan Fly Emirates (Voe Emirates)
Hyundai Kia Motors – com as marcas Hyundai, Kia Motors e Kia Soul
Sony – com o slogan Imagine football in 3D Sony make.believe
Visa – com a marca Visa e o site visa.com/football
Patrocinadores da Copa do Mundo
Anheuser-Busch InBev – com as marcas Budweiser, BudUnited.com, Brahma (jogos do Brasil), Quilmes (jogos da Argentina), Jupiler (jogos da Holanda), Hasseröder (jogos da Alemanha), Harbin Beer (jogos do Japão)
Castrol – com as marcas Castrol, Castrol Edge e Castrol Magnatec
Continental
McDonald’s – com a marca McDonald’s e o slogan I’m lovin’ it
MTN
Mahindra Satyam
Grupo Marfrig – com as marcas Seara, Paty (jogos da Argentina, Chile e Paraguai), Moy Park (jogos da Holanda e Inglaterra), Pemmican (jogos dos Estados Unidos)
Yingli Solar
Patrocinadores do país-sede
BP Africa (British Petroleum)
FNB (First National Bank)
Neo Africa
Prasa
Aggreko
Telkom

COPA DE 2006 – ALEMANHA

Parceiros da FIFA
adidas
Anheuser-Busch – com a marca Budweiser
Avaya
Coca-Cola
Continental
Deutsche Telekom – com a marca T.com
Emirates Airlines – com o slogan Fly Emirates
Fujifilm
Gillette
Hyundai
MasterCard
McDonald’s – com o slogan I’m lovin’ it
Philips
Toshiba
Yahoo!
Patrocinadores do país-sede
Energie Baden-Württemberg AG (EnBW)
OBI
Hamburg-Mannheimer Versicherung
Postbank
ODDSET
Deutsche Bahn AG

COPA DE 2002 – COREIA DO SUL /JAPÃO

adidas
Avaya
Budweiser
Coca-Cola
Fuji Xerox
Fujifilm
Gillette
Hyundai
JVC
MasterCard
McDonald’s
Philips
Toshiba
Yahoo!
Patrocinadores do país-sede
KT (Korea Telecom)
NTT (Nippon Telegraph and Telephone)

COPA DE 1998 – FRANÇA

adidas
Braun
Budweiser
Canon
Casio
Coca-Cola
Danone
EDS
Fujifilm
General Motors – com a marca Opel
Gillette
JVC
La Poste
Manpower
MasterCard
McDonald’s
Philips
Snickers

COPA DE 1994 – ESTADOS UNIDOS

adidas
Canon
Coca-Cola
EDS (antigo nome da HP – Hawlett-Packard)
Energizer
Fujifilm
General Motors – com as marcas Chevrolet, Opel, Pontiac e GMC Truck
Gillette
JVC
MasterCard
McDonald’s
Philips
Snickers
Sprint

COPA DE 1990 – ITÁLIA

adidas
Alfa Romeo
Alitalia
Budweiser
Canon
Carlsberg
Coca-Cola
Fujifilm
Grana Padano
Gillette
JVC
Mars
M&M’s
Philips
Radiocorriere TV

COPA DE 1986 – MÉXICO

Bata
Budweiser
Camel
Canon
Cinzano
Coca-Cola
Fujifilm
General Motors – com a marca Opel
Gillette
JVC
Philips
Seiko
Sport Billy

COPA DE 1982 – ESPANHA

Parceiros FIFA
Canon – com as marcar Canon cameras, Canon copiers e Canon calculators
Coca-Cola
Fujifilm
Gillette
Iveco
JVC
Metaxa Brandy
Seiko
Sport Billy
Winston
Patrocínios locais
Annabella Pavia
Caloi
Casas Pernambucanas (nos jogos no Brasil)
ellesse
Erdgas Heizung
Irge il Pigiama
Jeans Staroup
Rifle
River 90
Taurus Tyres
Vitasay / Doril

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Patrocínio no futebol brasileiro

23/01/2010

A história dos patrocínios em camisas de futebol, pelo menos no Brasil, começa no final da década de 1970, quando as empresas fornecedoras de material esportivo foram permitidas a divulgar seus logotipos nas camisas, embora já fabricassem as mesmas há algum tempo. No ano de 1978 já era possível ver a marca da adidas nas camisa de Palmeiras e Internacional. Os patrocínios como conhecemos hoje, porém, só foram permitidos no ano de 1982, e inicialmente só na parte de trás da camisa. Assim, alguns clubes já se movimentaram e nesse mesmo ano estamparam em suas camisas: Bombril, no Corinthians; Olympikus, no Grêmio; Agrimisa, no Atlético Mineiro. Nos anos seguintes, todos os clubes já aderiram a essa novidade.

A princípio, os contratos de patrocínio eram firmados por curtos períodos de tempo, geralmente para partidas importantes como finais de campeonato. Mas com o passar do tempo, os contratos foram ficando mais duradouros e as relações entre clubes e patrocinadores mais complexas. Um grande avanço aconteceu ainda no final da década de 1980, a Coca-Cola investiu para patrocinar quase todos os grandes clubes do país. As exceções a essa regra foram Corinthians e Flamengo, por estes já terem contrato de longo prazo assinado com outras empresas: o Timão com a Kalunga (1985-1994) e o Mengo com a Petrobras (exibindo quase sempre a marca Lubrax, 1984-2009). A Coca-Cola, como deve ser ciência de todos, tem seu logo nas cores vermelho e branco, predominantemente. Assim, nas camisas dos times, constava uma grande caixa retangular em vermelho com o escrito Coca-Cola em branco. Isso aconteceu em todos os clubes patrocinados pela empresa, menos em um: o Grêmio. Para não carregar as cores do principal rival, Internacional, o logotipo da Coca-Cola, substituiu o vermelho pelo preto.

O Grêmio, por sinal, é um clube bastante restritivo em relação a patrocinadores em suas camisas. Todos os patrocinadores que teve até hoje, por mais multicoloridos que fossem, tiveram que adaptar suas cores às do tricolor gaúcho, azul, branco ou preto. Da mesma forma acontece com o rival do Grêmio, o Internacional, que nunca teve estampada marcas em cores diferentes do vermelho e branco. É pena que isso aconteça só no Rio Grande do Sul, uma vez que no resto do país os clubes sejam bem mais permissivos quanto a isso.

Acontece que, na grande maioria das vezes, o dinheiro investido por um patrocinador fala muito mais alto que a tradição dos clubes. Endividados, estes se rendem às exigências daqueles que fazem o investimento. Isso leva a concluir que a marca da empresa hoje em dia tem um valor mais alto que a marca do clube, quando deveria ser o contrário. A camisa não deixa de ser parte da história de um clube de futebol e de seus muitos torcedores. Manchar os “mantos sagrados” dos clubes com outras cores que não sejam aquelas tradicionais é considerada uma heresia para seus torcedores.

Infelizmente, a tendência é só piorar. O fato de Corinthians e Flamengo assinarem contratos de mais de 40 milhões de reais por ano fatalmente inflacionará o mercado de patrocínio no Brasil. Com tanto dinheiro entrando, em contrapartida os times ficam reféns de seus financiadores. O Corinthians, em seu ano do centenário, jogará com uma camisa que mais parece um abadá do que um uniforme de futebol, tamanho é o número de marcas estampadas. No final do ano passado o clube já tinha, além dos patrocínios tradicionais na “barriga”, da Batavo, e nas mangas, da Bozzano, patrocínio nos ombros, Baú da Felicidade, na parte inferior da camisa, Banco Panamericano, e uma novidade, nas axilas, do desodorante Avanço. A assinatura do contrado com a Hypermarcas não mudará em nada essa situação, uma vez que apenas mudará a marca Batavo pela dos Laboratórios Neoquímica.

Em Minas Gerais a atual polêmica é no uniforme do Cruzeiro. Tanto o clube azul, quanto o rival Atlético, assinaram seus maiores contratos de patrocínio, com o banco BMG e a Ricardo Eletro. No Atlético aparentemente não houve muita reclamação por parte da torcida quanto à estampa dessas marcas em sua camisa, o BMG em letras garrafais da cor laranja e Ricardo Eletro, um retângulo amarelo com escritos em vermelho e verde. O Galo já tem, digamos, uma terceira cor, o vermelho, que é usada na numeração das camisas e também em patrocínios antigos, como da Coca-Cola, entre 1987 e 1994, e da TAM, entre 1995 e 1996. E também teve patrocinadores em tons destoantes, como o da Construtora Tenda, em verde, entre 1997 e 1998. O Cruzeiro, porém, é mais tradicionalista em relação a isso. Tudo bem que na sua história a camisa do clube também já foi “tricolor” em algumas oportunidades. Entre 1986 e 1989, com o BDMG e a Coca-Cola, exibindo suas marcas em grandes retângulos vermelhos. Mas a própria Coca-Cola rendeu-se à tradição do clube, sendo que de 1990 a 1994 abandonou a caixa vermelha e exibiu sua marca apenas na fonte branca. Nos anos de 2000 e 2001 novamente um desvio na tradição da camisa do Cruzeiro, quando as ceras Grand Prix apareciam em um grande círculo amarelo nas mangas da camisa. Mais recentemente, porém, duas marcas patrocinaram o Cruzeiro e adaptaram suas cores sem problema algum à camisa. Em 2007 a Xerox, vermelha, exibiu sua cor original apenas na camisa branca do clube. Na camisa azul, a marca ficou em branco. No ano seguinte a mesma situação com a Tenda Construtora, também vermelha, ficou escrita em branco na camisa azul. E isso, em momento algum, provocou a ira de grande parte da torcida, como agora.

Um exemplo é da camisa do Palmeiras em 2008. As tintas Suvinil exibiam sua tradicional marca, numa caixa amarela e vermelha, nas mangas da camisa. A torcida protestou e a Suvinil, sem nenhum problema, modificou seu logotipo apenas para a cor branca. O banco BMG já mostrou que é possível mudar suas cores, sem a perda de sua identidade visual, como na camisa do Atlético Goianiense e no próprio site oficial do Cruzeiro. Mas também já cometeu a mesma atrocidade nas camisas de Vasco e Coritiba.

As coisas da forma como estão, em pouco tempo os times brasileiros terão camisas como as dos clubes mexicanos. É uma pena.

Necaxa Monterrey


FIFA U-20 World Cup Egypt 2009

05/09/2009

No próximo dia 24 começa no Egito o 19º Campeonato Mundial Sub-20. A Seleção Brasileira, que conseguiu sua classificação através do título do Campeonato Sul-Americano da categoria, no início deste ano na Venezuela, é como sempre, favorita ao título. O Brasil tem tradição neste torneio, uma vez que já foi quatro vezes campeão (1983, 1985, 1993 e 2003). A Argentina, atual bicampeã, tem seis títulos no total e é também a maior campeã da história (1979, 1995, 1997, 2001, 2005 e 2007).
Oficialmente, até 2005, o torneio chamava-se FIFA World Youth Championship (Campeonato Mundial Juvenil da FIFA). Somente a partir de 2007 é que ganhou a nomenclatura atual: FIFA Under 20 World Cup (Copa do Mundo Sub-20 da FIFA). Em 1981, 1985, 1995 e 1997 o torneio teve o patrocínio da Coca-Cola e se chamou “The FIFA/Coca-Cola Cup World Youth Championship”.
É a segunda vez que o campeonato é disputado no continente africano. A primeira vez foi justamente o primeiro torneio, em 1977 na Tunísia. Em 1995, o torneio estava previsto para ser disputado na Nigéria, mas acabou tendo que ser jogado no Catar. O torneio deste ano terá sete sedes, em cinco cidades: Cairo, Alexandria, Suez, Port Said e Ismaïlia. A abertura, Egito x Trinidad e Tobago, será disputada no estádio Borg El Arab, em Alexandria, com capacidade para 80 mil pessoas. A final será dia 16 de outubro, no Estádio Internacional do Cairo, onde cabem 74.100 pessoas.
A próxima edição, em 2011, será disputada na Colômbia.